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Mundo,  Copa 2026

EUA x Irã: federação acusa bloqueio de ingressos na Copa

Teerã diz que cota oficial de entradas foi retirada dias antes do torneio; Fifa e governo americano não comentaram.

Autor

Redação

Publicado em

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2 min

Fonte

globo.com.br

EUA x Irã: federação acusa bloqueio de ingressos na Copa
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A crise dos ingressos de torcedores do Irã virou novo capítulo da disputa política em torno da Copa do Mundo de 2026. A federação iraniana (FFIRI) afirma que os Estados Unidos retiraram, de forma inesperada, a cota oficial de entradas destinada à sua torcida poucos dias antes do início do Mundial, deixando gente que já tinha viagem planejada sem acesso aos jogos.

O que o Irã diz que foi cortado

Pela regra de distribuição, cada federação participante tem direito a 8% dos ingressos de cada partida para repassar aos seus torcedores por critérios próprios. Segundo a FFIRI, essa parcela teria sido “revogada”, impedindo a entidade de fazer a entrega das entradas aos iranianos.

Jogos nos EUA e a conta que não fecha

A seleção iraniana tem agenda inicial em solo americano: Los Angeles em 15 de junho (contra a Nova Zelândia) e 21 de junho (contra a Bélgica), antes de seguir para Seattle em 26 de junho (contra o Egito). É justamente esse deslocamento — com estádio, hotel e passagem já pagos por muitos torcedores — que a federação usa como argumento para dizer que a retirada da cota pegou a todos no contrapé.

Silêncio do outro lado

Até as últimas atualizações publicadas por veículos brasileiros, nem o governo dos EUA nem a Fifa haviam se manifestado sobre a acusação.

Bastidores: futebol vira extensão da crise diplomática

A denúncia aparece num cenário de tensão política entre Teerã e Washington. Em paralelo, a logística da delegação iraniana também foi afetada: reportagens indicam que a equipe passou a se concentrar em Tijuana, no México, e não em território americano como inicialmente previsto, por conta do contexto político e das restrições de circulação.

No radar agora estão dois desdobramentos: (1) se a Fifa vai tratar o caso como disputa administrativa de bilheteria ou como incidente político, e (2) se haverá alguma solução de última hora (restituição da cota, realocação ou venda assistida) para evitar que a crise dos ingressos vire combustível diplomático durante os jogos.

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