Irã lança mísseis contra Israel e testa cessar-fogo
Ataque deste domingo (7) foi resposta a bombardeio israelense em Beirute; defesa de Israel interceptou projéteis
Autor
Redação
Publicado em
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3 min
Fonte
Infomoney

O Irã lançou mísseis contra Israel neste domingo, 7 de junho de 2026, no primeiro disparo do tipo desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 8 de abril. Segundo o relato, dois mísseis balísticos foram acionados e interceptados pela defesa aérea israelense, sem registro imediato de feridos ou danos.
O que aconteceu (e por que agora)
A TV estatal iraniana confirmou o lançamento. Do lado israelense, as Forças Armadas disseram que trabalhavam na interceptação e alertaram a população de que “a defesa não é hermética”, enquanto sirenes tocavam em diferentes regiões do país.
O gatilho, porém, veio do Líbano: ainda neste domingo, o Exército israelense realizou ataques nos subúrbios ao sul de Beirute, dizendo que era retaliação a disparos do Hezbollah contra o norte de Israel. O Ministério da Saúde do Líbano registrou dois mortos e 20 feridos após um ataque em um prédio residencial, segundo a mesma apuração.
A “linha vermelha” de Teerã
O texto aponta que o Irã já vinha advertindo que uma ofensiva em Beirute poderia reacender o conflito em escala maior. No domingo, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o ataque israelense ao sul de Beirute e o bloqueio naval americano a portos iranianos provocariam retaliação.
Diplomacia em ruínas e pressão dos EUA
O episódio aprofunda uma crise diplomática que já estava escorregando ladeira abaixo: em 1º de junho, o Irã suspendeu negociações mediadas pelo Paquistão e condicionou a retomada ao fim dos bombardeios israelenses no Líbano. Antes dos mísseis, Donald Trump publicou que as conversas avançavam em “ritmo acelerado”, sem confirmação pública de Teerã sobre a retomada.
Ormuz segue no centro do tabuleiro
O pano de fundo é a escalada com os EUA: no sábado (6), o Irã acusou Washington de violar o cessar-fogo após a derrubada de seis drones iranianos rumo ao Estreito de Ormuz; os EUA teriam respondido com ataques a radares costeiros iranianos. O estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, aparece no texto como ponto-chave das exigências americanas nas tratativas, ao lado do programa nuclear iraniano.
No curto prazo, o ataque deste domingo funciona como recado — e o tipo de recado que costuma pedir “tradução” em bombas. Os próximos sinais a observar: a resposta israelense (ou a contenção), novos movimentos dos EUA em Ormuz e se as negociações voltam ao trilho — ou se o cessar-fogo vira apenas uma pausa com data de validade vencida.
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