Republicanos nega apoio a Flávio Bolsonaro
Partido desmente acordo, rejeita negociação por vaga no STF e expõe resistência interna à candidatura do senador.
Autor
Redação
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Região
📍 Brasil - BR
Fonte
G1.globo

A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República sofreu novo revés neste domingo, 12 de julho. O Republicanos divulgou uma nota para negar que tenha fechado apoio ao senador do PL e afirmou que qualquer decisão sobre a eleição de 2026 será tomada apenas na convenção nacional da legenda.
O comunicado foi assinado pelo presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira. Ele também rejeitou a informação de que uma eventual aliança estaria condicionada à sua indicação para uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal.
Segundo Pereira, seu último encontro com Flávio aconteceu há mais de um mês. As conversas, de acordo com a direção partidária, terminaram sem qualquer compromisso político.
Republicanos consulta bases antes de decidir
O Republicanos informou que começou a ouvir suas bancadas no Congresso, executivas estaduais e lideranças regionais para definir qual posição adotará na corrida presidencial.
As primeiras sondagens internas teriam identificado um sentimento de frustração em relação ao nome de Flávio Bolsonaro. Parte do partido demonstra preferência pela neutralidade — uma forma política de dizer que, por enquanto, ninguém quer subir no palanque e descobrir depois para onde ele está indo.
Apesar da distância mantida em relação ao senador, a direção da legenda fez questão de registrar que um possível apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está “completamente descartado”.
Negativa amplia isolamento de Flávio
A manifestação pública dificulta a estratégia de Flávio Bolsonaro de reunir partidos do chamado Centrão em torno de sua pré-candidatura.
Lideranças de outras siglas, entre elas União Brasil, PP e PSD, já apresentaram resistências ao projeto presidencial do senador. O Republicanos, que poderia funcionar como uma ponte com setores conservadores e evangélicos, decidiu não entregar antecipadamente seu apoio.
O episódio também revela uma disputa pela condução do campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Embora Flávio tente se apresentar como herdeiro eleitoral do pai, dirigentes partidários avaliam pesquisas, alianças estaduais e a capacidade de transferência de votos antes de embarcar na candidatura.
Partido também nega acordo envolvendo STF
Além de afastar o apoio eleitoral, o Republicanos classificou como falsa a versão de que Marcos Pereira teria negociado uma indicação ao STF em troca da adesão à candidatura.
A informação havia provocado desconforto dentro e fora da legenda. A direção partidária respondeu que não existe acordo firmado e que as tratativas anteriores com Flávio foram inconclusivas.
Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha do senador, também negou que uma vaga no Supremo tenha sido colocada na mesa. Segundo ele, as alianças discutidas pelo PL são baseadas em convergência política e programática.
Os próximos movimentos dependerão das consultas internas do Republicanos e das negociações conduzidas até a convenção nacional. Caso outras legendas mantenham a mesma resistência, Flávio Bolsonaro poderá entrar na fase decisiva da eleição com o sobrenome mais conhecido da direita, mas com poucos partidos dispostos a dividir o palanque.
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