“É política”: Ministro da Fazenda, Dario Durigan cobra Rocha e quem paga é o rondoniense
Durante entrevista ao “Bom Dia, Ministro” (EBC), Dario Durigan diz que recusa ao corte do ICMS do diesel “prejudica a população”
Publicado em
Leitura
3 min
Região
📍 Porto Velho - RO

Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A não adesão de Rondônia à redução do ICMS do diesel virou um recado direto — ainda que sem citar o nome do governador em cada frase. Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” (EBC), em 6 de maio de 2026, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a decisão do governo estadual e afirmou que é “lamentável” ver “questões políticas” orientando a recusa, “em benefício da população”. Segundo a fala do ministro, o estado virou “ponto fora da curva” num esforço nacional para segurar o impacto do combustível. (Agência Brasil)
Segundo a fala do ministro: não é técnico, é “estritamente político”
Nas palavras de Dario Durigan, as razões apresentadas por Rondônia seriam “estritamente políticas”. E ele deixou o argumento amarrado: “se fossem razões técnicas, os outros 26 estados também apontariam essa questão”. Ou seja: na narrativa oficial do Ministério da Fazenda, a decisão do governo de Rondônia não se sustenta pela lógica econômica — e sim pela lógica política. (Agência Brasil)
Durante a entrevista, ele indica quem sai mais prejudicado
Para Durigan, quem mais perde não é Brasília nem o Palácio Rio Madeira — é quem está na ponta. Segundo sua fala, Rondônia depende muito do transporte rodoviário, então o diesel caro pressiona frete, e o frete vira aumento no preço de comida e mercadorias. Em português simples: o rondoniense que compra no mercado é o primeiro a sentir. (Agência Brasil)
Palavras do ministro: “esforço nacional” e Rondônia fora da fila
Ainda durante o “Bom Dia, Ministro”, Durigan reforçou que vários estados — inclusive com governadores de oposição — aceitaram a proposta para reduzir o impacto sobre a população. A leitura é política: Rondônia ficou isolada, e o ministro tratou isso como escolha de governo, não como “acidente técnico”. (Agência Brasil)
O que a fala significa nos bastidores
Quando um ministro diz em rede nacional que a decisão é “política”, ele está fazendo duas coisas ao mesmo tempo: marcando o governador como responsável e preparando terreno para cobrar efeitos no bolso do consumidor. Na prática, Durigan coloca o custo político do diesel alto na conta de quem disse “não”. (Agência Brasil)
Desdobramentos
O próprio Durigan sinalizou que levaria o tema ao presidente Lula para avaliar “medidas alternativas”. Se o preço do diesel seguir pressionado, a tendência é Brasília repetir a tecla (população x decisão do estado) e Rondônia ter de responder com mais clareza por que a recusa seria melhor — justamente para quem, hoje, aparece como o maior prejudicado: o consumidor rondoniense. (Agência Brasil)
Leia também

Presidente do TJRO assume Governo de Rondônia
Alexandre Miguel comandará o Executivo até 15 de julho, enquanto Marcos Rocha cumpre agenda oficial na China.
.jpg%3F2026-07-06T21%253A38%253A17.903Z&w=3840&q=80)
Rua do Lazer vira atração fixa em Porto Velho
Projeto criado durante a Copa terá programação aos domingos, com música, esporte, cultura e atividades para crianças.

Marcos Rogério aposta em Léo para unir Rondônia
Senador tenta transformar apoio do prefeito da capital em ponte eleitoral com o interior e reforça chapa com Camargo.

Calor e El Niño agitam açúcar, cacau e café
Clima extremo ameaça lavouras, movimenta bolsas internacionais e coloca o café produzido em Rondônia no radar.

