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Economia

“É política”: Ministro da Fazenda, Dario Durigan cobra Rocha e quem paga é o rondoniense

Durante entrevista ao “Bom Dia, Ministro” (EBC), Dario Durigan diz que recusa ao corte do ICMS do diesel “prejudica a população”

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📍 Porto Velho - RO

“É política”: Ministro da Fazenda, Dario Durigan cobra Rocha e quem paga é o rondoniense

Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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A não adesão de Rondônia à redução do ICMS do diesel virou um recado direto — ainda que sem citar o nome do governador em cada frase. Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” (EBC), em 6 de maio de 2026, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a decisão do governo estadual e afirmou que é “lamentável” ver “questões políticas” orientando a recusa, “em benefício da população”. Segundo a fala do ministro, o estado virou “ponto fora da curva” num esforço nacional para segurar o impacto do combustível. (Agência Brasil)

Segundo a fala do ministro: não é técnico, é “estritamente político”

Nas palavras de Dario Durigan, as razões apresentadas por Rondônia seriam “estritamente políticas”. E ele deixou o argumento amarrado: “se fossem razões técnicas, os outros 26 estados também apontariam essa questão”. Ou seja: na narrativa oficial do Ministério da Fazenda, a decisão do governo de Rondônia não se sustenta pela lógica econômica — e sim pela lógica política. (Agência Brasil)

Durante a entrevista, ele indica quem sai mais prejudicado

Para Durigan, quem mais perde não é Brasília nem o Palácio Rio Madeira — é quem está na ponta. Segundo sua fala, Rondônia depende muito do transporte rodoviário, então o diesel caro pressiona frete, e o frete vira aumento no preço de comida e mercadorias. Em português simples: o rondoniense que compra no mercado é o primeiro a sentir. (Agência Brasil)

Palavras do ministro: “esforço nacional” e Rondônia fora da fila

Ainda durante o “Bom Dia, Ministro”, Durigan reforçou que vários estados — inclusive com governadores de oposição — aceitaram a proposta para reduzir o impacto sobre a população. A leitura é política: Rondônia ficou isolada, e o ministro tratou isso como escolha de governo, não como “acidente técnico”. (Agência Brasil)

O que a fala significa nos bastidores

Quando um ministro diz em rede nacional que a decisão é “política”, ele está fazendo duas coisas ao mesmo tempo: marcando o governador como responsável e preparando terreno para cobrar efeitos no bolso do consumidor. Na prática, Durigan coloca o custo político do diesel alto na conta de quem disse “não”. (Agência Brasil)

Desdobramentos

O próprio Durigan sinalizou que levaria o tema ao presidente Lula para avaliar “medidas alternativas”. Se o preço do diesel seguir pressionado, a tendência é Brasília repetir a tecla (população x decisão do estado) e Rondônia ter de responder com mais clareza por que a recusa seria melhor — justamente para quem, hoje, aparece como o maior prejudicado: o consumidor rondoniense. (Agência Brasil)

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