Brasil corre mais, mas Japão pressiona melhor na Copa
Dados da Fifa mostram vantagem brasileira na distância percorrida, mas japoneses apostam na pressão para avançar.
Autor
Redação
Publicado em
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3 min
Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Cnn Brasil

Brasil x Japão coloca frente a frente, nesta segunda-feira, 29 de junho de 2026, duas seleções com comportamentos físicos distintos na Copa do Mundo. O confronto será disputado em Houston, nos Estados Unidos, pela fase de 32 avos da competição.
Embora o Japão carregue a fama de equipe incansável, os números da fase de grupos mostram que foi o Brasil quem percorreu a maior distância.
A Seleção Brasileira somou 338 quilômetros nas três primeiras partidas. Foram 113,7 km contra o Marrocos, 113,6 km diante do Haiti e 110,7 km no confronto com a Escócia.
O Japão, por sua vez, acumulou 331,8 quilômetros. A equipe asiática percorreu 109,4 km contra a Holanda, 112,2 km diante da Tunísia e 110,2 km na partida contra a Suécia. A diferença total foi de 6,2 km a favor do Brasil. A planilha, portanto, derruba a impressão de que os japoneses simplesmente correm mais.
Pressão japonesa preocupa o Brasil
Se perde na quilometragem, o Japão compensa na intensidade sem a bola.
No empate por 2 a 2 com a Holanda, a seleção japonesa realizou 316 ações de pressão. Mesmo quando teve maior controle da posse, contra Suécia e Tunísia, manteve mais de 220 pressões por partida.
Daizen Maeda e Ao Tanaka são peças importantes nesse sistema. Maeda registrou 38 pressões contra os holandeses, enquanto Tanaka liderou a equipe nesse quesito diante de Tunísia e Suécia.
Bruno Guimarães e Tanaka são os motores
O meio-campo deve concentrar boa parte da disputa física.
Bruno Guimarães, pelo Brasil, e Ao Tanaka, pelo Japão, foram os únicos jogadores das duas equipes que ultrapassaram a marca de 35 quilômetros percorridos durante a fase de grupos.
Além da movimentação, Tanaka exerce papel importante na tentativa japonesa de recuperar a bola rapidamente. Contra a Tunísia, o Japão levou, em média, apenas 13,74 segundos para retomar a posse.
Saída de bola vira ponto de atenção
O alerta brasileiro está na construção das jogadas. Contra o Haiti, a equipe sofreu 294 pressões e perdeu a posse 39 vezes nessas situações.
O Japão poderá explorar justamente esse ponto, cercando os jogadores brasileiros e tentando recuperar a bola perto da área. Correria, sozinha, não decide partida. Mas uma pressão bem organizada costuma causar estragos — e alguns sustos no banco.
Os próximos desdobramentos dependerão da capacidade do Brasil de escapar da marcação japonesa. Caso controle o meio-campo e acelere os passes, a equipe poderá transformar a maior quilometragem em domínio; se demorar com a bola, o Japão terá o cenário ideal para tentar surpreender.
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