Brasil tropeça e vira alvo da imprensa mundial
Empate com Marrocos expõe dependência de Vini Jr. e coloca em xeque o favoritismo da Seleção na Copa
Autor
Redação
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Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Cnn

A Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo de 2026 com um empate por 1 a 1 contra o Marrocos e saiu de campo carregando mais dúvidas do que certezas. O resultado, pela primeira rodada do Grupo C, foi suficiente para evitar o pior na tabela, mas não para blindar o time de Carlo Ancelotti das críticas da imprensa internacional.
O tom lá fora foi direto. O portal britânico The Athletic cravou que, jogando desse jeito, o Brasil “não é candidato” ao título. A frase pegou porque resume o incômodo: a Seleção até tem camisa, elenco e grife no banco, mas entregou pouco futebol na estreia.
Vini Jr. salva, mas não esconde o problema
Vinicius Júnior foi o nome brasileiro mais elogiado. Autor do gol de empate, o atacante apareceu como solução individual em uma noite na qual o coletivo não funcionou. Jornais da Espanha, Argentina e Inglaterra destacaram que o camisa 7 evitou uma derrota que abriria uma crise logo na largada da Copa.
A leitura é incômoda para a comissão técnica: o Brasil dependeu de um lance de brilho para sobreviver a um jogo em que teve dificuldades para controlar o meio-campo, impor ritmo e transformar posse em domínio real. Quando a genialidade precisa apagar incêndio tão cedo, o alarme já está tocando.
Marrocos joga sem cerimônia
Do outro lado, Marrocos recebeu elogios pela organização, intensidade e personalidade. A equipe africana não se intimidou diante da camisa pentacampeã e, segundo a repercussão internacional, foi superior em longos momentos da partida.
A atuação marroquina expôs um Brasil previsível, lento na construção e vulnerável quando pressionado. Não foi desastre, mas também passou longe de ser estreia de favorito. Em Copa, há empates que acalmam. Este fez o oposto.
Pressão já chega a Ancelotti
Carlo Ancelotti ainda tem margem para ajustes, mas a cobrança começou cedo. A Seleção volta a campo na sexta-feira, 19 de junho, contra o Haiti, e encerra a fase de grupos no dia 24, diante da Escócia.
O próximo jogo tende a ser tratado como obrigação de resposta. Se vencer bem, o Brasil respira. Se tropeçar de novo, a frase “não é candidato” deixará de ser provocação estrangeira e passará a frequentar, com gosto, a mesa do torcedor brasileiro.
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