Justiça mantém trio preso por morte em rope jump
Maria Eduarda, 21, foi lançada de ponte sem corda de segurança em Limeira; caso é tratado como homicídio com dolo eventual
Autor
Redação
Publicado em
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3 min
Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Cnn

A Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão de três homens suspeitos de envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior paulista. A audiência de custódia ocorreu neste domingo, 14 de junho.
O caso aconteceu na manhã de sábado, 13. Segundo as informações apuradas pela CNN Brasil, a jovem foi arremessada de uma altura de cerca de 40 metros sem estar presa à corda de segurança — justamente o item que separa a aventura radical da tragédia anunciada.
Prisão preventiva após audiência
Os três suspeitos haviam sido presos em flagrante. Na audiência de custódia, a Justiça decidiu mantê-los detidos por tempo indeterminado, enquanto a investigação avança.
A Polícia Civil enquadrou o caso como homicídio com dolo eventual, quando os investigados não teriam necessariamente a intenção direta de matar, mas assumem o risco de produzir o resultado. É a linha adotada diante da falha considerada grave na checagem dos equipamentos.
Falha de segurança no salto
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Maria Eduarda é lançada da ponte por funcionários da empresa Entre Cordas. Logo depois, pessoas no local percebem que ela não estava presa ao sistema de segurança e começam a gritar.
A jovem morreu ainda no local, por politraumatismo. Antes da chegada do Samu, pessoas que acompanhavam a atividade tentaram fazer manobras de reanimação. O velório ocorreu neste domingo, no Cemitério Municipal de Jandira, na Grande São Paulo.
Fuga e histórico do local
De acordo com o boletim de ocorrência citado pela CNN, policiais encontraram dois homens próximos à vítima após o acidente. Quando um dos agentes se afastou para apoiar o resgate, os suspeitos fugiram em direção a uma área de vegetação. A PM acionou outras viaturas e até aeronave para ajudar nas buscas.
As autoridades também apontaram que a Ponte do Esqueleto já tinha histórico de ocorrências graves, inclusive mortes. Ou seja: o local não era exatamente uma página em branco para quem explorava atividade de risco por ali.
A CNN informou que tentou contato com a empresa responsável, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem. O caso agora deve avançar com perícias, depoimentos, análise dos vídeos e apuração sobre autorização, protocolos de segurança e responsabilidade direta de cada envolvido — desdobramentos que podem ampliar o alcance criminal da investigação.
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