Calendário Eleições 2026: TSE crava 4 e 25 de outubro
Resolução aprovada por unanimidade detalha janela partidária, prazos de renúncia e início da propaganda no rádio e na TV.
Autor
Redação
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Fonte
TSE

O calendário das Eleições 2026 já tem carimbo do TSE: 1º turno em 4 de outubro e, se necessário, 2º turno em 25 de outubro. A resolução foi aprovada por unanimidade em sessão administrativa na noite de segunda-feira, 2 de março de 2026, e dá o ritmo — e a pressão — para partidos e pré-candidatos.
Na prática, o cronograma é um aviso: a disputa começa antes do palanque. E, em estados como Rondônia, onde federações e alianças costumam trocar “favores” por minutos de TV, cada data vira munição política.
Datas dos turnos e o que estará em jogo
No dia 4 de outubro, o eleitor vota para presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. Se houver segundo turno (apenas para cargos do Executivo), ele ocorre em 25 de outubro.
Janela partidária: o “mercado” abre em março
O primeiro marco quente vem já agora: 5 de março marca o início da janela partidária — período em que deputados podem trocar de legenda sem perder o mandato — e vai até 3 de abril de 2026. Traduzindo: começa a temporada oficial de “mudança por projeto”.
Em Rondônia, o efeito é direto na bancada: quem mira reeleição ou salto para majoritária tende a usar a janela para buscar abrigo em siglas com estrutura, fundo e tempo de propaganda.
Desincompatibilização: 4 de abril é o dia do “ou vai ou racha”
Outro prazo que costuma pegar desavisados (ou servir de recado interno): 4 de abril é o limite para que presidente, governadores e prefeitos que pretendam disputar outros cargos renunciem aos mandatos. É quando muito “projeto” vira decisão — e muita composição vira crise.
Título, biometria e cadastro: atenção do eleitor
Segundo o texto destacado pelo O Liberal, 6 de abril é a data-limite para eleitores sem biometria cadastrada solicitarem alistamento, transferência ou revisão do título via autoatendimento eleitoral.
Já comunicados de TREs têm reforçado que há prazos relevantes ao longo do ano para regularização eleitoral (o que, na prática, exige acompanhar os avisos oficiais locais).
Dinheiro e propaganda: quando o jogo ganha tração
O calendário também amarra dinheiro e comunicação:
1º de abril a 30 de julho: o TSE pode requisitar até 5 minutos diários de rádio/TV para propaganda institucional, com foco em incentivar participação de mulheres, jovens, pessoas negras e indígenas, e orientar sobre regras do sistema eleitoral.
1º de junho: prazo para a União repassar ao TSE recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
16 de junho: o TSE informa o valor total disponível no FEFC.
5 de agosto: partidos, federações e coligações passam a ter prioridade nos serviços postais para envio de material de campanha.
6 de agosto: começa a propaganda política no rádio e na televisão dentro da programação normal e noticiários.
Para os bastidores, isso define a ordem natural da briga: primeiro a dança das cadeiras (janela), depois a “limpeza” de cargo (renúncias), e por fim a fase em que fundo e mídia começam a separar candidatura viável de candidatura “de conversa”.
O que muda no tabuleiro de Rondônia
Em RO, a aprovação do calendário tende a acelerar três movimentos:
Troca de legenda e federações buscando chapas competitivas para Câmara e Assembleia.
Pressão sobre prefeitos e lideranças que sonham com 2026: renúncia não é detalhe, é ponto sem volta.
Corrida por estrutura (advocacia eleitoral, comunicação, contabilidade e alianças), porque o relógio do TSE não negocia.
Desdobramentos: com as datas oficializadas, a tendência é que as próximas semanas tragam anúncios de filiação, costuras entre partidos e disputas internas por cabeça de chapa — e, em Rondônia, isso normalmente começa pelo mesmo lugar: quem controla a nominata controla a negociação.
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