CAPS AD aposta em “cuidado em liberdade” e leva saúde mental às ruas
Semana da Luta Antimanicomial em Porto Velho reuniu arte, rodas de conversa e ações educativas para enfrentar estigma e ampliar acolhimento.
Autor
Redação
Publicado em
Leitura
2 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
Prefeitura de Porto Velho
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O CAPS AD de Porto Velho colocou o “cuidado em liberdade” no centro do debate e saiu do consultório para conversar com a cidade. Durante a Semana da Luta Antimanicomial, o serviço promoveu atividades educativas e comunitárias para reforçar a ideia de tratamento humanizado, sem isolamento e com respeito aos direitos humanos.
Arte como terapia e vitrine do que funciona
Um dos destaques foi a exposição “Arte em Liberdade”, com pinturas, desenhos e outras produções feitas por usuários atendidos pelo CAPS AD. A proposta: valorizar a expressão artística como ferramenta terapêutica e também como recado público — há vida, potência e recuperação para além do rótulo.
Rodas de conversa: o preconceito como alvo
A programação incluiu rodas de conversa com usuários e familiares, abordando estigmas ligados à saúde mental, ao álcool e a outras drogas, além de debates sobre direitos e inclusão social. Na prática, a estratégia foi direta: ampliar o diálogo para reduzir preconceitos que ainda empurram pessoas para a invisibilidade.
A psicóloga Clícia Henriques de Souza resumiu o espírito da semana ao defender um cuidado “mais humano e próximo da realidade dos pacientes”, destacando que falar de saúde mental também é combater estigmas e aproximar a comunidade do serviço.
Informação e redução de danos em espaços públicos
Além das atividades internas, o CAPS AD realizou ações educativas em locais públicos, com distribuição de material informativo e orientações sobre redução de danos — um esforço para tornar o serviço mais conhecido e acessível, especialmente para quem ainda não sabe por onde começar.
Bastidores: recado político e alinhamento na Saúde
No plano institucional, o prefeito Léo Moraes e a secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, aproveitaram a agenda para carimbar prioridade: fortalecer uma política de saúde mental baseada em acolhimento, dignidade e inclusão, com o CAPS AD como peça-chave da rede. Em tradução livre: sinal de gestão e de disputa narrativa — ninguém quer ser lembrado como quem empurrou o tema para debaixo do tapete.
Nos próximos meses, o termômetro será se a mobilização da Semana da Luta Antimanicomial vira rotina: mais ações contínuas nos bairros, reforço de equipe e integração com outros pontos da rede psicossocial — e, claro, se isso aparece em metas, orçamento e entrega na ponta.
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