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Licitação,  Cidades

Duas empresas disputam rodoviária de Porto Velho

Concorrência avança após uma proposta ser eliminada; vencedora deve ser anunciada nos próximos meses.

Autor

Redação

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2 min

Região

📍 Porto Velho - RO

Duas empresas disputam rodoviária de Porto Velho
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A concessão da Rodoviária de Porto Velho entrou na fase decisiva. Três grupos entregaram propostas para assumir a administração do terminal, mas um deles foi desclassificado por não cumprir exigências do edital. Restaram dois na disputa — e, por enquanto, sem direito a apresentação pública dos candidatos.

A abertura das propostas ocorreu na quinta-feira, 25 de junho, na sede da Secretaria Municipal de Contratos e Licitações. A concorrência busca escolher quem ficará responsável pela modernização, operação, manutenção e exploração comercial do terminal rodoviário.

Licitação da rodoviária afunila

Com a primeira triagem encerrada, a comissão seguirá analisando a documentação e as ofertas dos dois participantes classificados. Somente depois virão a homologação do resultado e a assinatura do contrato.

A Prefeitura estima anunciar a concessionária nos próximos meses. Nos comunicados oficiais e nas reportagens consultadas, porém, não foram informados os nomes dos concorrentes, os valores apresentados nem o motivo específico da desclassificação. Transparência, neste caso, ainda viaja no banco de espera.

Atualmente, o terminal opera sob administração provisória. Segundo o município, a concessão definitiva deverá assegurar novos investimentos, manutenção contínua, segurança, conforto e melhoria dos serviços prestados aos passageiros, comerciantes e empresas de transporte.

Contrato anterior entrou na mira do TCE

O novo processo não surgiu por acaso. Em decisão publicada em janeiro de 2025, o Tribunal de Contas de Rondônia tratou de possíveis irregularidades na prorrogação, por mais dez anos, do contrato anterior de manutenção, conservação e operação da rodoviária.

Na ocasião, o TCE-RO manteve a determinação para que o município adotasse medidas destinadas à realização de uma nova licitação. A Corte registrou que o contrato já havia sido considerado ilegal em julgamento anterior e que sua prorrogação era vedada.

A disputa atual, portanto, vale mais do que a gestão de um prédio recém-entregue: será também um teste para a capacidade da Prefeitura de encerrar uma novela contratual que atravessou administrações e órgãos de controle.

Os próximos desdobramentos serão a divulgação das propostas classificadas, a eventual apresentação de recursos e a definição da vencedora. Até lá, a atenção ficará sobre os critérios usados pela comissão e, sobretudo, sobre quanto a futura concessionária promete investir — e quanto o usuário poderá pagar pela nova gestão.

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