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Saúde,  Cidades

Central de Vacinas de Porto Velho já soma 614 aplicações

Novo CIIE municipal leva imunizantes “especiais” ao Centro da capital e atende de prematuros a idosos acima de 80 anos.

Autor

Redação

Publicado em

Leitura

2 min

Região

📍 Porto Velho - RO

Fonte

Prefeitura de Porto Velho

Central de Vacinas de Porto Velho já soma 614 aplicações
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A Central de Vacinas (CIIE) de Porto Velho começou a sair do papel — e dos discursos — com números na mesa: 614 aplicações realizadas de fevereiro até o início de maio, em um serviço voltado a públicos com indicação clínica específica, do bebê prematuro ao idoso com mais de 80 anos.

O que mudou na prática

O Centro Intermediário de Imunobiológicos Especiais (CIIE) foi montado como unidade estratégica de imunização, com estrutura para armazenar e aplicar imunizantes que, antes, o morador geralmente só encontrava na rede estadual. A lista mencionada pela Prefeitura inclui BCG, Covid-19, HB, VSR, INF3 e ROTA, entre outras aplicações.

Na lógica do SUS, o CIIE integra a rede de imunobiológicos para situações especiais: ele faz a vacinação especial e pode, conforme autorização, validar a indicação, ficando abaixo da figura clássica dos CRIE (Centros de Referência).

Laudo médico e protocolo rígido: sem “jeitinho”

Aqui entra o detalhe que costuma separar serviço novo de serviço funcionando: essas vacinas exigem laudo/prescrição médica, justamente por não serem “rotina” do calendário comum. Segundo a secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, com a documentação correta o paciente já sai vacinado.

Onde fica e quem pode procurar

O CIIE opera dentro do Centro de Especialidades Médicas Dr. Rafael Vaz e Silva, na rua Jacy Paraná, nº 1943, bairro Mato Grosso, região central. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h.

O público-alvo inclui pessoas com comorbidades e condições específicas — como diabetes, cardiopatias, pneumopatias, imunodeprimidos, gestantes e bebês prematuros — sempre mediante laudo médico.

O recado político por trás da seringa

O prefeito Léo Moraes tratou o CIIE como vitrine de uma “virada” na saúde, citando aquisição de hospital, reformas de unidades e outras medidas. Em tradução livre: a gestão quer carimbar que saiu do improviso para o planejamento — e que agora tem entrega para mostrar.

No curto prazo, o termômetro será a demanda reprimida: quanto mais gente aparecer com laudo, mais o CIIE vira peça central (ou gargalo) da estratégia de imunização. O próximo passo esperado é ampliar fluxos com unidades básicas e especialidades e, se o volume crescer, discutir capacidade de atendimento e abastecimento para evitar fila — e desgaste.

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