Chefe da Otan diz que grupo de 22 países se prepara para Ormuz
Mark Rutte afirma que coalizão está sendo organizada para reabrir o Estreito de Ormuz após bloqueio do Irã e alta do risco no petróleo.
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G1.globo

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que um grupo de 22 países está se articulando para tentar reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás, após o Irã manter restrições à navegação em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
A iniciativa reúne membros da aliança e parceiros fora da Otan, incluindo países da Ásia e do Oriente Médio, com foco em garantir passagem segura para navios comerciais.
Por que Ormuz virou o centro do mundo
O Estreito de Ormuz é um “gargalo” marítimo: quando ele trava, o petróleo dispara, o frete encarece e o custo chega em cadeia — do diesel ao supermercado. Com os ataques e a instabilidade se acumulando, o mercado passou a precificar o risco de interrupção prolongada da rota.
O que a coalizão pretende fazer
Segundo a avaliação descrita por Rutte, os países envolvidos já discutem arranjos de coordenação naval e medidas para restabelecer a navegação, em um movimento que atende à pressão internacional para evitar colapso logístico no Golfo.
Bastidor: segurança marítima virou jogo de alianças
A formação de um bloco com 22 países mostra que o problema deixou de ser “regional” e virou pauta de segurança coletiva — inclusive porque mexe com energia e comércio global. O tamanho do grupo também funciona como recado político ao Irã: a comunidade internacional está disposta a reagir se o bloqueio persistir.
Os próximos dias devem trazer o desenho prático dessa mobilização — quem entra com navios, quem lidera a coordenação e qual será o “limite” de atuação. Em Ormuz, cada passo é calculado: qualquer escolta pode ser vista como proteção… ou provocação.
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