Pix no centro da confusão: Eduardo Bolsonaro recua
Ex-deputado diz que fala sobre “Zelle” foi distorcida e nega qualquer ideia de trocar o Pix em meio à pressão comercial dos EUA.
Autor
Redação
Publicado em
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Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Cnn

O Pix virou arma de disputa política — e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tratou de apagar o incêndio. Nesta quinta-feira, 4 de junho de 2026, o ex-deputado (hoje morando nos Estados Unidos) foi às redes para cravar: “jamais substituiria o Pix”. Disse que apenas tentou esclarecer um trecho de entrevista a uma rádio paulista que, segundo ele, foi “distorcido” por outros veículos.
O que Eduardo disse (e o que pegou mal)
Na postagem, Eduardo ainda escreveu que “o Pix foi criado pelo meu pai, sem taxas e assim deve permanecer”.
O problema é que, no dia anterior (3/6), ele havia citado o Zelle — sistema de transferências muito usado nos EUA — como algo “semelhante” ao Pix, defendendo que isso abriria espaço para “mesa de negociação” com os americanos. A fala caiu no liquidificador das redes, com leitura de que ele estaria sugerindo “troca” do sistema brasileiro.
Por que os EUA colocaram o Pix na mira
O pano de fundo é bem maior que uma entrevista. O Pix aparece em relatório/investigação comercial dos EUA (no âmbito da Seção 301), que embasou recomendação de tarifa de 25% sobre importações brasileiras. No documento, o modelo do Pix é descrito como “injusto e discriminatório” contra empresas americanas, com críticas ao fato de o Banco Central atuar como regulador e operador do sistema — o que, para os EUA, criaria conflito de interesses.
Bastidor: Brasília também entrou no jogo
Do lado brasileiro, o Planalto respondeu duro. Em nota, a Secom afirmou que a investigação teria sido provocada em 2025 “por provocação da família Bolsonaro” e vinculou o caso a uma tentativa de ingerência em temas internos, citando movimentações políticas em Washington.
No fim, Eduardo tenta reposicionar a narrativa: não é “mexer no Pix”, e sim “negociar com argumentos”. Só que, quando o assunto é Pix, qualquer frase mal colocada vira munição — para adversários, para aliados e, agora, até para disputa comercial internacional.
Desdobramentos: a pressão deve aumentar até o prazo final citado no cronograma do processo (meados de julho de 2026). Se a negociação tarifária não avançar, o Pix tende a continuar no centro do embate Brasil–EUA — e a oposição e o governo devem usar o tema como vitrine política.
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