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Copa 2026,  Brasil

Fifa avalia Copa do Mundo com 64 seleções

Entidade discutirá novo aumento de participantes para o Mundial de 2030, edição que marcará o centenário do torneio.

Autor

Redação

Publicado em

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3 min

Região

📍 Brasil - BR

Fonte

Veja

Fifa avalia Copa do Mundo com 64 seleções
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A Fifa estuda ampliar a Copa do Mundo para 64 seleções a partir da edição de 2030. A possibilidade foi admitida pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, que afirmou que a proposta será analisada pelos comitês responsáveis depois do encerramento do Mundial de 2026.

O torneio disputado em Estados Unidos, México e Canadá já representou um salto considerável: passou de 32 para 48 participantes. Na avaliação de Infantino, o novo modelo aumentou a representatividade e permitiu que seleções de diferentes continentes enfrentassem as principais potências do futebol mundial.

Copa de 2030 pode ter novo formato

A proposta prevê a inclusão de mais 16 países, elevando o Mundial para 64 seleções. Um dos formatos discutidos teria 16 grupos com quatro equipes, classificando duas de cada chave para a fase eliminatória.

Nesse cenário, a competição poderia chegar a 128 partidas. É o tipo de conta que agrada à Fifa, aos patrocinadores e às emissoras. Para jogadores e calendários já espremidos, o entusiasmo tende a ser um pouco menor.

A ideia foi apresentada originalmente pelo uruguaio Ignacio Alonso, integrante do Conselho da Fifa, e recebeu apoio do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez. Os defensores argumentam que uma edição ampliada seria adequada para celebrar os cem anos da primeira Copa, realizada no Uruguai em 1930.

Mundial será disputado em seis países

A Copa de 2030 terá como sedes principais Espanha, Portugal e Marrocos. Argentina, Paraguai e Uruguai receberão uma partida comemorativa cada, como parte das celebrações do centenário. A definição foi aprovada pelas 211 associações integrantes da Fifa.

Uma expansão poderia ampliar a participação dos três países sul-americanos na organização. Em vez de receberem apenas jogos comemorativos, eles poderiam reivindicar partidas adicionais ou até grupos completos — justamente onde a discussão esportiva começa a dividir espaço com a política.

Uefa vê risco de enfraquecimento

A possibilidade encontra resistência dentro do futebol europeu. O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, já criticou a ampliação, alegando que o excesso de participantes pode reduzir a importância das eliminatórias e sobrecarregar ainda mais o calendário internacional.

Até agora, porém, não existe decisão oficial. A Fifa afirma que avaliará os resultados esportivos, comerciais e organizacionais da edição de 2026 antes de avançar com qualquer mudança.

Os próximos movimentos deverão ocorrer depois da final do Mundial, quando os dirigentes discutirão o formato, o número de jogos e a divisão de vagas entre as confederações. Caso a proposta prospere, começará também uma previsível disputa por lugares — porque, na Fifa, aumentar a Copa costuma ser mais fácil do que decidir quem fica com o pedaço maior.

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