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Política,  Mundo

EUA atacam Brasil e celebram tarifaço de 25%

Brooke Rollins acusa o país de práticas desleais e usa etanol e desmatamento para defender a sobretaxa.

Autor

Redação

Publicado em

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3 min

Fonte

Cnn Brasil

EUA atacam Brasil e celebram tarifaço de 25%
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O tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil ganhou uma defensora de peso nesta sexta-feira (17). A secretária de Agricultura norte-americana, Brooke Rollins, criticou o governo brasileiro e comemorou a decisão do presidente Donald Trump de impor uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras.

Em publicação nas redes sociais, Rollins afirmou que o Brasil coloca agricultores e produtores dos Estados Unidos “em desvantagem” há anos. Entre as acusações apresentadas pela secretária estão práticas comerciais consideradas desleais e desmatamento ilegal. As alegações fazem parte da linha adotada pelo governo Trump para justificar a ofensiva comercial contra o país.

Etanol entra no centro da disputa

Brooke Rollins citou especialmente a tarifa brasileira de 18% sobre o etanol norte-americano. Segundo ela, a cobrança teria provocado uma queda superior a 87% nas exportações dos Estados Unidos para o Brasil desde 2018.

A secretária agradeceu a Trump e ao representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, por “responsabilizarem” o Brasil. Disse ainda que os dias de desvantagem para o produtor americano estariam chegando ao fim.

O setor de etanol dos Estados Unidos participou ativamente das discussões conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial, o USTR. Durante as consultas, representantes da indústria defenderam que a tarifa de 25% permitiria recuperar parte do mercado perdido no Brasil. Outros participantes alertaram que as sobretaxas poderiam encarecer produtos, atingir pequenas empresas e provocar instabilidade no próprio mercado americano.

Sobretaxa começa em 22 de julho

A decisão foi formalizada com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. A cobrança adicional está prevista para entrar em vigor em 22 de julho de 2026, atingindo produtos brasileiros que entrarem no mercado norte-americano a partir da data.

A medida, porém, contém uma extensa relação de exceções. O governo americano retirou da sobretaxa mercadorias consideradas importantes para o abastecimento e para setores estratégicos dos Estados Unidos.

O USTR argumenta que alguns produtos brasileiros não podem ser encontrados em quantidade suficiente ou a preços razoáveis dentro do mercado americano. Ou seja: Washington ergueu a barreira, mas deixou algumas portas abertas para aquilo que ainda precisa comprar.

Brasil contesta justificativas dos EUA

O governo brasileiro classificou a cobrança como injusta e sustenta que as conclusões apresentadas pelos Estados Unidos não refletem as políticas comerciais e ambientais adotadas pelo país. O chanceler Mauro Vieira também afirmou que não haveria justificativa para os procedimentos unilaterais anunciados por Washington.

Os próximos capítulos devem envolver novas tratativas diplomáticas, pressão dos setores exportadores e eventual adoção de medidas de reciprocidade pelo Brasil. Como a própria documentação americana admite que a tarifa pode ser modificada ou encerrada, a disputa ainda dependerá do comportamento dos dois governos — e do tamanho da conta apresentada pelos produtores de cada lado.

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