Condenado por matar PM, policial penal morre em confronto em RO
Fabrício Borges Mendes foi sentenciado a 18 anos e, menos de uma hora depois, acabou baleado ao reagir ao cumprimento do mandado.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Machadinho do Oeste - RO
Fonte
G1.globo

Um episódio raro e explosivo sacudiu Machadinho do Oeste nesta terça-feira (10): o policial penal Fabrício Borges Mendes, 43, morreu após trocar tiros com equipes da Polícia Militar no mesmo dia em que foi condenado pelo Tribunal do Júri de Porto Velho. A sentença fixou 18 anos de prisão pela morte do PM Francisco Garcia Galvão, crime de 2013.
Júri em Porto Velho, réu acompanhando de Machadinho
Segundo o Ministério Público, Fabrício assistiu ao próprio julgamento por videoconferência, a partir de Machadinho do Oeste, enquanto a sessão ocorria na capital. O júri reconheceu duas agravantes apontadas pela acusação: meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
“37 minutos”: sindicato cobra esclarecimentos
O caso ganhou ainda mais tensão com o cronograma. O Singeperon afirmou que a condenação foi registrada às 17h10 e que, às 17h47, cerca de 37 minutos depois, o policial penal já estava morto durante a ação para cumprir a ordem de prisão, pedindo apuração “com rigor e transparência” sobre as circunstâncias.
Como foi o confronto, segundo o registro
De acordo com o relato publicado, equipes foram até a residência na avenida Floriano Peixoto para cumprir o mandado. A esposa teria saído primeiro, e Fabrício, na porta, teria se recusado a se entregar. Ainda segundo os policiais, ele retornou armado com uma pistola e efetuou disparos contra a equipe, que reagiu. Fabrício foi socorrido e levado ao pronto-socorro, mas não resistiu.
Na casa, foram apreendidos uma pistola Taurus PT100 calibre .40, carregadores com munições e dois coletes, conforme a mesma versão.
O caso agora vira duas apurações em uma
A morte em confronto no dia da condenação coloca o episódio em rota de investigação sensível: de um lado, a execução do mandado e a dinâmica dos disparos; de outro, a repercussão institucional — com sindicato cobrando respostas e a sociedade tentando entender como a situação escalou tão rápido. O próximo passo deve ser a consolidação dos laudos e dos relatos oficiais para esclarecer a cronologia e as circunstâncias do confronto, com novas manifestações de órgãos de controle e da categoria.
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