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Polícia,  Brasil

Operação Infiltrados mira “braços” do PCC no Estado

Gaeco prende suspeitos na Polícia Civil, Polícia Penal e até dentro do MP; investigação cita plano de atentado e extorsão em Campinas

Autor

Redação

Publicado em

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3 min

Região

📍 Brasil - BR

Fonte

globo.com.br

Operação Infiltrados mira “braços” do PCC no Estado
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A Operação Infiltrados foi deflagrada nesta terça-feira, 9 de junho de 2026, para apurar a suspeita de infiltração do PCC em estruturas do Estado — Polícia Civil, Polícia Penal e até no Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O resultado inicial: três prisões temporárias e dez mandados de busca e apreensão em Campinas e Cardoso, no interior paulista.

Quem caiu na rede

Entre os presos está um chefe de investigadores que atuava na DISE (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Campinas, além de um ex-policial civil e um ex-estagiário do MP, hoje advogado, apontados como suspeitos de operar em favor da facção.

Nos bastidores, a operação mobilizou um “cinturão institucional”: Gaeco, corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal e, por envolver diligências em escritório de advocacia, houve acompanhamento da Comissão de Prerrogativas da OAB.

O que o MP diz investigar

A apuração do MP-SP aponta três frentes principais:

plano de atentado contra um promotor do Gaeco, identificado como Amauri Silveira Filho;

extorsões e violação de sigilo funcional;

infiltração de criminosos e colaboradores dentro do próprio sistema de Justiça.

De acordo com a investigação divulgada, um dos acusados de planejar a morte do promotor teria se reunido com o chefe de investigadores da DISE uma semana antes de uma operação que teria frustrado a suposta tentativa de assassinato em 2025, e haveria vídeos do encontro.

O “detalhe” que constrange: estagiário do MP no enredo

Um dos pontos mais sensíveis, segundo o MP, é a suspeita de que um estagiário teria usado o acesso interno para identificar um integrante do PCC com grande poder econômico e então extorquir dinheiro em troca de “proteção” em investigações — com ajuda atribuída a outros servidores, além de um policial penal e de um ex-policial civil (expulso por extorsão, segundo a apuração).

De onde isso veio: duas operações anteriores

A Operação Infiltrados é tratada como desdobramento de ações anteriores:

Pronta Resposta (agosto, ano passado), que apurou a atuação de grupo ligado ao PCC e plano de atentado contra o promotor do Gaeco;

Off White (deflagrada em 30 de outubro de 2025), voltada a desarticular lavagem de dinheiro ligada a traficantes procurados, incluindo Sérgio Luiz de Freitas, citado como “Mijão” ou “Xixi”.

O recado institucional

Em nota reproduzida por veículos que repercutiram a operação, o MP sustenta que o trabalho conjunto com as polícias mostra esforço de “depuração” dos quadros e transparência. Na prática, a mensagem é direta: quando a suspeita é de “gente de dentro”, a vitrine fica obrigatória — e o desgaste também.

Desdobramentos esperados: a tendência é que a investigação avance sobre quebra de sigilos, análise de materiais apreendidos e possíveis novos alvos — sobretudo se as buscas confirmarem a suspeita de rede de proteção e vazamentos dentro das instituições.

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