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Entretenimento,  Cidades

“Condomínio das Corujas” vira atração e orgulho em Ji-Paraná

Moradores do bairro Primavera transformam calçada em abrigo para aves e criam refúgio inusitado em frente à igreja Santa Maria Goretti.

Autor

Redação

Publicado em

Leitura

2 min

Região

📍 Ji-Paraná - RO

Fonte

G1.globo

“Condomínio das Corujas” vira atração e orgulho em Ji-Paraná
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Uma calçada do bairro Primavera, em Ji-Paraná, virou ponto de visita e símbolo de união comunitária. Durante um mutirão para reconstruir o calçamento em frente à igreja Santa Maria Goretti, moradores descobriram um ninho com filhotes de coruja exatamente onde iria parar o entulho. A reação foi o oposto do “toca pra frente”: eles preservaram o espaço e construíram pequenas casinhas para proteger as aves da chuva e manter o ninho intacto. Resultado: nasceu o apelido que pegou — “Condomínio das Corujas”.

Como tudo começou: “não tampa o buraquinho”

A virada aconteceu quando a aposentada Maria José Lima, moradora antiga da região, pediu aos trabalhadores que tomassem cuidado para não fechar o buraco onde as corujas estavam com filhotes. Ela conta que a família de aves vive ali há cerca de três anos — no começo, dava medo, depois virou convivência e afeto.

Abrigo feito pela comunidade

Depois do alerta, a vizinhança decidiu criar estruturas simples para proteger o local e garantir que o ninho não fosse destruído. Com o tempo, o abrigo ganhou identidade, nome pintado no espaço e passou a ser tratado como um “patrimônio” do bairro.

Hoje, segundo os moradores, o local abriga seis corujas: um casal e quatro filhotes, além da formação de um novo ninho.

Um refúgio que também muda a imagem do bairro

Para Welder Filgueira, presidente da Associação de Moradores, o projeto ajuda a transformar a percepção sobre o Primavera, que por muito tempo carregou fama ligada à violência. O “Condomínio” virou prova de que há comunidade organizada e gente disposta a melhorar o lugar onde vive.

Visitas e pedido de preservação

A ideia atraiu curiosos de outras regiões, gente que passa para ver as aves de perto e fotografar. Os moradores, porém, fazem um apelo: não jogar lixo, não mexer nas casinhas e respeitar o espaço, para que o refúgio continue sendo abrigo — e não só cenário.

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