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Política

Eleições 2026: possíveis candidatos ao governo de RO

Cinco nomes se movimentam: do “herdeiro” do Palácio a senadores, prefeitos e a aposta do PT no Estado.

Autor

Redação

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4 min

Eleições 2026: possíveis candidatos ao governo de RO
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A disputa pelo governo de Rondônia em 2026 já tem pré-candidatos em campo, com partido, agenda e aliados sendo testados no varejo (prefeitura por prefeitura). A lista abaixo reúne os nomes que estão no tabuleiro, com histórico breve, partido e o que cada um tenta vender.

Marcos Rogério (PL) — a direita em modo evento e filiações

Marcos Rogério (PL) — a direita em modo evento e filiações

Senador e ex-candidato ao governo, Marcos Rogério (PL) tenta largar na frente organizando lançamento de pré-candidatura com presença de liderança nacional e, de quebra, puxando filiações estratégicas para turbinar o PL no estado.
Histórico: construiu carreira como comunicador, virou deputado federal e chegou ao Senado com discurso alinhado à direita.
Trunfo: base conservadora mobilizada, palanque nacional e capacidade de “unificar” parte do campo à direita se as demais opções não decolarem.
Risco: se a direita pulverizar, pode ter voto — mas perder tempo (e apoio) para quem montar a melhor coalizão municipal.

Sérgio Gonçalves (União Brasil) — o vice com perfil de gestor

Sérgio Gonçalves (União Brasil) — o vice com perfil gestor

Vice-governador, Sérgio Gonçalves (União Brasil) busca se apresentar como alternativa de gestão, com linguagem mais técnica e trajetória empresarial.

Quando titular da pasta da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), Sérgio se posicionou como o rosto de uma agenda pró-mercado: atração de investimentos, fortalecimento do empreendedorismo, capacitação de mão de obra, desburocratização e melhora do ambiente de negócios — discurso que o próprio governo usa para explicar resultados recentes em emprego e crescimento.
Trunfo: visibilidade institucional e discurso de desenvolvimento econômico, especialmente por ter passado pela estrutura de desenvolvimento do governo.
Risco: precisa transformar agenda de governo em palanque — e palanque, em Rondônia, cobra alianças no interior.

Adailton Fúria (PSD) — o interior com “selo” governista

Adailton Fúria (PSD) — o interior com “selo” governista

Prefeito reeleito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD) é tratado como aposta do grupo governista para a sucessão e vem sendo citado publicamente como o nome do “projeto de continuidade”.
Trunfo: base forte no interior e rede de alianças municipais em expansão.
Risco: virar candidato “da máquina” antes de consolidar imagem estadual própria.

Expedito Netto (PT) — a pré-candidatura com enredo de casa dividida

Expedito Netto (PT) — a pré-candidatura com enredo de casa dividida

Ex-deputado federal e hoje na estrutura federal ligada à pesca, Expedito Netto se filiou ao PT e foi lançado como pré-candidato ao governo com apoio partidário local e nacional.
O detalhe que virou fofoca séria: enquanto Netto se apresenta pelo PT, o pai dele, Expedito Júnior (presidente do PSD no estado), aparece atuando politicamente a favor de Adailton Fúria — ou seja, pai e filho em trilhos opostos na mesma eleição. Nos bastidores, isso tem sido lido como “estranho” e, ao mesmo tempo, muito rondoniense: política e família nem sempre votam juntas.
Trunfo: carimbo partidário e chance de atrair uma frente mais ligada ao Planalto.
Risco: alta resistência ao PT no estado e necessidade de explicar alianças cruzadas (inclusive dentro de casa).

Delegado Flori (Podemos) — Cone Sul tentando virar eixo estadual

Delegado Flori (Podemos) — Cone Sul tentando virar eixo estadual

Prefeito reeleito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos) é apontado como nome do partido para 2026 e aparece como aposta do Cone Sul para ganhar protagonismo no estado.
Histórico: veio da área de segurança e entrou pela via municipal, onde consolidou base política local.
Trunfo: força regional, discurso de segurança/ordem e potencial de crescer se ampliar pontes fora de Vilhena.
Risco: ser visto como candidatura “regional” se não construir presença forte na capital e no eixo central.

O que pode mexer no tabuleiro

O roteiro provável até as convenções passa por três testes: (1) quem unifica o campo governista (PSD x União), (2) se a direita fecha ou racha em torno de Rogério, e (3) se Flori e Expedito conseguem romper suas “bolhas” regionais/ideológicas.

A tendência é a lista encolher quando pesquisas internas começarem a cobrar estrutura, tempo de TV e prefeitos — não só barulho de rede social.