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Saúde,  Cidades

Ensaio de despedida eterniza abraço de mãe com câncer em RO

Família de Ji-Paraná viajou a Maceió para registrar últimos dias de Sônia; fotos viralizaram e emocionaram a internet.

Autor

Redação

Publicado em

Leitura

2 min

Região

📍 Ji-Paraná - RO

Fonte

G1.globo

Ensaio de despedida eterniza abraço de mãe com câncer em RO
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A notícia de que o tempo seria curto mudou a forma como a família Calegario decidiu viver os últimos capítulos ao lado de Sônia Calegario. Moradores de Ji-Paraná (RO), os filhos organizaram uma viagem para Maceió (AL) — destino que ela amava — e transformaram a despedida em memória: um ensaio fotográfico para guardar abraços, olhares e a presença da mãe antes da morte por um câncer agressivo.

A sessão, feita à beira-mar, ganhou repercussão meses depois e virou símbolo de como a fotografia pode ser mais do que registro: pode ser refúgio.

“Eu queria eternizar aquele abraço”

As filhas Débora e Marcela contaram que a ideia do ensaio nasceu do medo de perder a mãe e ficar apenas com lembranças soltas. Para elas, as imagens funcionam como um lugar onde a saudade encontra descanso: há dias de sorriso, há dias de choro — e há dias em que a foto é a forma possível de voltar para aquele abraço.

A viagem que virou última

Sônia descobriu o câncer em 2024 e enfrentou o tratamento até a confirmação de metástase, quando a família entendeu que o momento era de aproveitar ao máximo o que ainda existia: o convívio. Marcela, grávida, chegou a antecipar momentos importantes em família para que a mãe participasse. Pouco depois da viagem, Sônia pediu para ser levada ao hospital e morreu cerca de 10 dias depois, em novembro de 2025.

O olhar de quem fotografou

As fotos foram feitas pelos fotógrafos Priscila Letícia Calú e Pollyanderson Calú. Priscila relatou que o ensaio marcou a carreira: ela registrou a família chegando, um a um, dizendo o quanto amava Sônia — entre lágrimas, beijos e abraços — e resumiu a experiência como um lembrete sobre viver o presente.

No fim, o desdobramento é inevitável: com as imagens circulando e comovendo tanta gente, a história tende a reforçar uma discussão que cresce no país — a busca por despedidas mais humanas e por cuidados que respeitem o desejo de quem está indo, e de quem fica.

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