Escolas de Porto Velho homenageiam três mulheres históricas
Flora Calheiros Cotrin, Marise Castiel e Carmela Dutra batizam unidades de ensino e ajudam a contar a história da capital.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
G1.globo

Porto Velho carrega parte da sua história nas placas das escolas. Em um mês marcado por homenagens às mulheres, três nomes ganham destaque por estarem ligados diretamente à educação na capital: Flora Calheiros Cotrin, Marise Castiel e Carmela Dutra. Cada uma, à sua maneira, virou referência — seja pela trajetória na sala de aula, pela atuação pública ou pela simbologia nacional que o nome representa.
Flora Calheiros Cotrin: educação como legado no bairro
A Escola Estadual Professora Flora Calheiros Cotrin é uma das unidades mais conhecidas da rede estadual em Porto Velho e leva o nome de uma educadora lembrada como referência local. A homenagem reforça a tradição de reconhecer profissionais que fizeram da educação um trabalho de vida — e que ajudaram a formar gerações na capital.
Marise Castiel: professora, cultura e política
Marise Castiel é lembrada como uma das mulheres que uniu educação, cultura e participação política em Porto Velho. Atuou na estrutura educacional do antigo Território, ajudou a fortalecer o ensino e também deixou marca fora da escola: aparece em registros históricos como figura ativa na cultura popular e na vida pública.
Seu nome batiza unidade escolar na capital e funciona como símbolo de uma época em que educação e construção institucional caminharam juntas — quando Porto Velho ainda estava “se organizando” como cidade e o ensino era peça-chave desse processo.
Carmela Dutra: nome nacional em uma escola tradicional da capital
O Instituto de Educação Estadual Carmela Dutra é uma das escolas mais tradicionais de Porto Velho e carrega o nome de Carmela Dutra, primeira-dama do Brasil no governo Eurico Gaspar Dutra. O batismo traduz um padrão comum no país: homenagear figuras nacionais ligadas à assistência social e à proteção da infância — temas associados à atuação de primeiras-damas naquele período.
Na prática, o “Carmela Dutra” virou mais do que um nome: é uma marca escolar conhecida por gerações de porto-velhenses.
Quando o nome na fachada vira aula de história
Essas homenagens dizem muito sobre a cidade. Elas apontam para um Porto Velho que se construiu com mulheres ocupando espaços de educação, cultura e serviço público — mesmo quando isso ainda era exceção.
O próximo passo desse debate, especialmente em março, deve ser ampliar a visibilidade de outras mulheres que também marcaram a história local e ainda estão fora do “mapa oficial” das homenagens — seja em escolas, ruas, praças ou equipamentos públicos.
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