EUA anunciam bloqueio no Estreito de Ormuz nesta segunda
Medida começa às 11h (Brasília) e mira navios ligados ao Irã; risco é pressionar petróleo e fretes globais.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Fonte
Cnn Brasil

O bloqueio do Estreito de Ormuz anunciado pelos Estados Unidos entra em vigor na manhã desta segunda-feira, 13 de abril de 2026, a partir das 11h (horário de Brasília). A ordem, segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), busca impedir a passagem de navios que entrem ou saiam de portos e áreas costeiras iranianas — e, de quebra, joga mais tensão numa rota por onde passa uma fatia crítica do petróleo mundial.
O que os EUA dizem que vão bloquear
O CENTCOM afirmou que o bloqueio será aplicado “imparcialmente” a embarcações “de todas as nações” que tenham origem ou destino em portos iranianos, incluindo os portos do Irã no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. Na mesma nota, os EUA sustentam que navios sem ligação com portos iranianos poderão atravessar Ormuz, sob o argumento de que a medida não pretende impedir a “liberdade de navegação” desses casos.
Por que Ormuz é o nervo do mercado de energia
O Estreito de Ormuz é um gargalo estratégico: a própria CNN Brasil lembra que ele movimenta mais de 20% do fluxo global de petróleo — número que aparece também em levantamentos da agência de energia dos EUA (EIA), que aponta algo em torno de 20% do consumo global de líquidos de petróleo transitando pelo estreito em anos recentes. Em português claro: qualquer ruído ali costuma virar custo no posto e na inflação.
A resposta iraniana: gasolina como recado
Teerã reagiu do jeito que sabe quando quer atingir a política doméstica americana: com preço de gasolina. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, ironizou a ameaça ao publicar um mapa de valores de combustível perto da Casa Branca e sugerir que os americanos “aproveitem” o preço atual — insinuando alta para US$ 4 ou US$ 5.
No radar, o que vale acompanhar nas próximas horas é como o bloqueio será aplicado na prática (inspeções, desvios, retenções) e se haverá retaliação iraniana — inclusive com impacto imediato em petróleo, seguro marítimo e fretes. Se o tom subir, a “medida cirúrgica” pode virar manchete de economia antes de virar explicação diplomática.
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