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Economia,  Brasil

Fim da 6x1 acende alerta no setor produtivo

Fiemg vê risco de alta de custos, inflação e informalidade; em Rondônia, comércio e serviços acompanham a conta de perto.

Autor

Redação

Publicado em

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3 min

Região

📍 Brasil - BR

Fonte

Cnn

Fim da 6x1 acende alerta no setor produtivo
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O fim da escala 6x1 voltou a colocar patrões, trabalhadores e Congresso no mesmo tabuleiro — cada um puxando a corda para um lado. A Fiemg, federação das indústrias de Minas Gerais, alertou que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário, pode elevar custos das empresas e empurrar parte dessa conta para o consumidor.

A avaliação foi feita por Fernanda Ribas, gerente trabalhista da entidade, em entrevista à CNN Brasil. Segundo ela, o aumento do custo da hora trabalhada tende a aparecer no preço final dos produtos e serviços. Traduzindo do economês: o trabalhador ganharia mais tempo de descanso, mas poderia encontrar a fatura no supermercado.

Empresas falam em inflação e demissões

A Fiemg também prevê risco de alta da informalidade. O argumento é que empresas com menor margem de lucro poderiam não conseguir absorver a nova despesa e acabariam reduzindo postos com carteira assinada.

O setor produtivo defende que a redução da jornada seja tratada por negociação coletiva, e não por uma regra única na Constituição. A tese é simples: indústria, comércio, saúde, bares, restaurantes e supermercados funcionam com lógicas diferentes. No papel, tudo cabe. No caixa, nem sempre.

Rondônia entra no debate pelo bolso

Em Rondônia, o tema interessa especialmente ao comércio, serviços, indústria e alimentação fora do lar — setores que dependem de escala, fim de semana e atendimento contínuo. O Estado gerou 1.790 empregos formais em fevereiro de 2026, com destaque para serviços, indústria e construção, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo governo federal.

O detalhe incômodo é que o comércio rondoniense teve saldo negativo no mesmo mês, com perda de 366 vagas formais. Ou seja: justamente um dos setores mais expostos à escala 6x1 já vinha operando com sinal amarelo.

PEC já passou pela Câmara

A proposta que acaba com a escala 6x1 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos no dia 27 de maio de 2026 e seguiu para análise do Senado. O texto reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem perda salarial, e garante duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos.

Caso o Senado aprove sem mudanças, a PEC vai à promulgação. Se houver alteração, volta para a Câmara. É aí que mora a política: trabalhador gosta da folga, empresário teme a planilha e parlamentar tenta sair bem na foto.

Conta ainda vai ser disputada

A discussão agora deve sair do discurso fácil e entrar na calculadora. Centrais sindicais vão pressionar pelo ganho social da medida. Entidades empresariais devem insistir no risco de aumento de preços, demissões e informalidade.

O próximo desdobramento será no Senado, onde a proposta tende a receber pressão pesada de setores econômicos e de categorias profissionais antes de qualquer votação definitiva.

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