Compartilhe
0envios
Economia,  Mundo,  Brasil

IR 2026 começa em 23 de março e vai até 29 de maio

Receita abre prazo mais curto, mantém multa para atraso e atualiza limites; veja quem precisa declarar e o calendário da restituição.

Autor

Redação

Publicado em

Leitura

2 min

Região

📍 Brasil - BR

Fonte

G1.globo

IR 2026 começa em 23 de março e vai até 29 de maio
Compartilhar:

A Receita Federal bateu o martelo: a entrega da Declaração do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025) começa às 8h de 23 de março e vai até 23h59 de 29 de maio. O programa gerador (PGD) ficará disponível para download a partir de 20 de março, e a declaração também poderá ser feita pelo serviço Meu Imposto de Renda (online e app), incluindo a pré-preenchida desde o primeiro dia do prazo.

Quem é obrigado a declarar em 2026

Deverá declarar, entre outros critérios, quem em 2025:

Recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 (salário, aposentadoria, aluguel etc.);

Teve rendimentos isentos/não tributáveis ou tributados na fonte acima de R$ 200 mil;

Possuía, em 31/12/2025, bens e direitos acima de R$ 800 mil;

Obteve ganho de capital na venda de bens/direitos;

Fez operações em Bolsa com vendas acima de R$ 40 mil no ano ou teve lucro tributável;

Teve receita bruta de atividade rural acima de R$ 177.920 ou quer compensar prejuízo rural;

Enquadrou-se em situações envolvendo ativos no exterior tratadas na norma da Receita (ex.: determinados bens/direitos e estruturas no exterior, conforme regras vigentes).

Quem perde o prazo fica sujeito a multa, com mínimo de R$ 165,74 e podendo chegar a 20% do imposto devido.

Restituição: menos lotes e calendário já definido

A restituição em 2026 será paga em quatro lotes, de maio a agosto:

1º lote: 29 de maio

2º lote: 30 de junho

3º lote: 31 de julho

4º lote: 28 de agosto

A ordem de pagamento segue prioridades legais e critérios operacionais definidos pela Receita, além da data de entrega e do processamento.

O que fazer agora para não virar refém da última semana

Para quem quer evitar dor de cabeça (e aumentar chance de restituição mais cedo), o roteiro é básico:

Separar informes de rendimentos (empresa, INSS, bancos, corretoras);

Organizar despesas dedutíveis (saúde e educação, quando cabível);

Conferir bens e dívidas (imóveis, veículos, financiamentos);

Juntar comprovantes de venda de bens, operações em Bolsa e atividade rural;

Checar dados de dependentes e recibos.

O desdobramento imediato é a corrida pelo envio cedo: com prazo encurtado e restituição em menos lotes, a tendência é aumentar a pressão por organização já na largada — especialmente para quem tem investimentos, atividade rural ou múltiplas fontes de renda.

Leia também