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Polícia,  Brasil

Mãe de Oruam vira “fantasma” em operação que pegou vereador no RJ

Polícia Civil diz que Márcia Gama atua como ponte do Comando Vermelho fora da cadeia; ação também prendeu Salvino Oliveira e PMs.

Autor

Redação

Publicado em

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2 min

Região

📍 Brasil - BR

Fonte

Cnn Brasil

Mãe de Oruam vira “fantasma” em operação que pegou vereador no RJ
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A Polícia Civil do Rio colocou um nome no centro de uma operação que misturou política, facção e bastidor de território: Márcia Gama, mãe do rapper Oruam, não foi localizada e passou a ser considerada foragida após uma ofensiva realizada na manhã desta quarta-feira (11). Segundo as investigações, ela é apontada como intermediária de interesses do Comando Vermelho fora do sistema prisional, funcionando como elo na circulação de informações e articulações com agentes externos.

Quem é Márcia Gama e por que ela entrou no radar

Márcia é esposa de Marcinho VP, apontado como uma das principais lideranças do CV. A polícia afirma que ela teria papel ativo na ponte entre a facção e o “mundo de fora”, o que eleva o peso do caso: não se trata apenas de parentesco com criminoso, mas de suspeita de atuação.

Vereador preso e a acusação de “troca de favores”

A operação prendeu o vereador Salvino Oliveira (PSD) e seis policiais militares, segundo a apuração. A investigação aponta que o vereador teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, para obter autorização e fazer campanha eleitoral na Gardênia Azul, área sob domínio da facção.

A polícia sustenta que, como compensação, teria havido uma lógica de “troca de favores”, com benefícios ao grupo apresentados publicamente como ações voltadas à população — e cita, como exemplo, a instalação de quiosques, além da definição de beneficiários sob influência de integrantes do crime organizado, sem processo público transparente.

Outros foragidos na família e o efeito dominó

A investigação também menciona Landerson, sobrinho de Marcinho VP, apontado como elo entre lideranças do CV, operadores em comunidades dominadas e pessoas ligadas a atividades econômicas usadas para gerar recursos ao grupo. Ele também não foi localizado e é considerado foragido.

O que vem agora

O caso tende a ganhar duas trilhas paralelas: de um lado, a busca pelos foragidos e a consolidação das provas sobre a suposta função de intermediação; de outro, a linha sensível que envolve políticos e agentes de segurança, com impacto direto no debate sobre captura de territórios e “base eleitoral” em áreas controladas por facção. A próxima etapa deve trazer novas medidas judiciais, aprofundamento de quebras de sigilo e possível ampliação do rol de investigados.

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