Mortes no campo em Rondônia seguem sem resposta após década
Oito assassinatos federalizados pelo STJ continuam sem desfecho; PF conduz investigações e violência agrária segue como marca do estado.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
G1.globo

As mortes ligadas a conflitos agrários em Rondônia continuam sem solução mesmo após mais de dez anos, segundo apuração baseada em casos que foram federalizados e hoje estão sob investigação da Polícia Federal. Entre as vítimas estão lideranças, agricultores e pessoas que denunciavam grilagem de terras e exploração ilegal de madeira — crimes que, para familiares e movimentos sociais, viraram sinônimo de impunidade.
Oito vítimas e investigações sem desfecho
A lista de casos levados à esfera federal reúne os assassinatos de Renato Nathan Gonçalves, Gilson Gonçalves, Élcio Machado, Dinhana Nink, Gilberto Tiago Brandão, Isaque Dias Ferreira, Edilene Mateus Porto e Daniel Roberto Stivanin. Mesmo com a mudança de competência, as investigações seguem sem conclusão pública e sem responsabilizações definitivas.
Federalização: a virada que não virou resultado
Em 2023, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a federalização das apurações. A expectativa era acelerar diligências e romper barreiras locais — mas, até agora, os casos continuam sem desfecho.
Rondônia no topo da violência agrária
O estado carrega um histórico pesado de violência no campo. Em 2023, Rondônia apareceu como o estado com mais registros de assassinatos relacionados a conflitos por terra, respondendo por 16% das mortes no país nesse tipo de disputa, conforme relatório citado da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Onde ocorreram os crimes
Os episódios citados ocorreram em áreas rurais e regiões de tensão fundiária em municípios como Buritis, Alto Paraíso, Machadinho d’Oeste e Ariquemes, em contextos associados a disputas por território, avanço ilegal sobre áreas e conflito entre ocupantes, fazendeiros e grupos armados.
O próximo passo esperado é a PF avançar com novas diligências e apontar responsabilidades formais — e, politicamente, a pressão tende a crescer para que a federalização deixe de ser apenas “mudança de mesa” e se transforme em resultado, com denúncia, julgamento e condenação.
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