MP mira edital e pede suspensão de seletivo em Nova União
Promotoria de Ouro Preto vê cláusulas “restritivas” no PSS da educação e cobra que prefeitura pare o cronograma e refaça regras.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Nova União - RO
Fonte
G1.globo

O processo seletivo para professores em Nova União (RO) entrou na mira do Ministério Público de Rondônia (MPRO). Em recomendação expedida pela 2ª Promotoria de Justiça de Ouro Preto do Oeste, o órgão pediu a suspensão imediata do cronograma do PSS da educação após apontar indícios de irregularidades no Edital nº 001/SEMECET/2026, voltado à contratação temporária de docentes.
O que o MPRO questiona no edital
Segundo o MPRO, a análise preliminar identificou cláusulas potencialmente restritivas, com risco de afetar a isonomia entre candidatos e a competitividade do certame. Um dos pontos citados é a possibilidade de impedimento de contratação de candidata em licença-maternidade, o que, para o órgão, pode esbarrar em garantias constitucionais.
A recomendação também aponta exigências consideradas desproporcionais e prazos recursais curtos, que poderiam dificultar o contraditório e a ampla defesa.
O que a prefeitura precisa fazer agora
O MPRO orientou que o município:
suspenda imediatamente o cronograma do seletivo;
divulgue a suspensão pelos mesmos canais usados para publicar o edital;
revise as cláusulas questionadas e apresente as providências adotadas.
O prazo para resposta à Promotoria é de cinco dias (contados do recebimento da recomendação).
Como era o seletivo e quais vagas estavam em jogo
A prefeitura havia divulgado que o Edital nº 001/SEMECET/2026 pretendia contratar, em caráter emergencial e temporário, profissionais para a rede municipal, com vagas e cadastro reserva em áreas como Pedagogia (Educação Infantil e séries iniciais) e licenciaturas (Inglês, Sociologia, Matemática e Língua Portuguesa).
No cronograma divulgado, as inscrições (e entrega de títulos/documentos) estavam previstas de 27 de maio a 1º de junho de 2026, exclusivamente online.
Bastidor: o “barato” que pode sair caro
Esse é o tipo de edital que, quando nasce com regra torta, vira dor de cabeça para todo mundo — prefeitura, candidatos e, no fim, para as escolas. A recomendação do MPRO é preventiva, mas o recado é direto: ou corrige agora, ou a disputa pode parar na Justiça com risco de anulação.
No radar dos próximos dias, o desdobramento é saber se a prefeitura acata a suspensão e republica o edital com ajustes ou se tenta sustentar o cronograma — o que pode abrir caminho para medidas judiciais e efeito dominó no calendário da educação municipal.
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