MPRO inaugura nova sede da EMPRO com presença de Sérgio Gonçalves
Vice-governador (como governador em exercício) vincula inauguração à qualificação do serviço público em Rondônia
Autor
Redação
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Região
📍 Porto Velho - RO

O vice-governador de Rondônia, Sérgio Gonçalves, usou a solenidade de inauguração da nova sede da Escola Superior do Ministério Público (EMPRO) para carimbar uma mensagem direta: educação institucional “não é gasto, é investimento estratégico” — e, no roteiro político, isso sempre rende mais do que foto com fita e placa.
No discurso, Gonçalves fez questão de abrir com elogios ao procurador-geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, citando “condução firme e comprometida”, e à diretora-geral da EMPRO, a promotora Edna Antônia Capeli da Silva Oliveira, apontada como liderança de “visão estratégica” e “compromisso com a formação de excelência”.
A fala que coloca o governo na sala de aula
Ao se apresentar como governador em exercício, Sérgio Gonçalves amarrrou a inauguração a um compromisso do Executivo com iniciativas que elevem o nível do serviço público. “Reafirmo o compromisso do Governo do Estado” foi a frase-chave para deixar registrado — em voz alta — que o Palácio está, ao menos no discurso, alinhado com a pauta de capacitação.
“Concreto, tecnologia” — e o recado político
Gonçalves tratou o prédio como símbolo, não como obra: disse que a nova sede representa uma “escolha institucional” de investir em preparo e futuro, defendendo a EMPRO como “centro de conhecimento, inovação e aperfeiçoamento contínuo”. Na prática, foi uma forma de valorizar o Ministério Público sem entrar em terreno sensível: autonomia e orçamento.
Escola de Governo: a ponte que ele quis destacar
O ponto mais estratégico veio quando o vice-governador ressaltou a transição de Escola para Escola de Governo, chamando o movimento de “aliança estratégica com o Estado” para ampliar cursos — inclusive de nível superior — e fortalecer formação técnica dentro da estrutura pública. Ele resumiu o ganho político-institucional numa linha: “quando o Estado e o Ministério Público caminham juntos na promoção da educação, quem ganha é a sociedade.”
Impacto “além dos muros”
O discurso também buscou traduzir a agenda acadêmica em resultado prático: pós-graduação, formação especializada e debate qualificado como instrumentos para melhorar decisões institucionais, políticas públicas e defesa de direitos — com ênfase em vulneráveis e municípios que precisam de gestão mais estruturada. “Fortalecer a educação dentro das instituições” seria, nas palavras dele, “fortalecer a democracia”.
No fechamento, Sérgio Gonçalves tentou dar o tom de ciclo novo: “não é apenas a inauguração de um prédio”, e sim “uma nova etapa de maturidade institucional”, projetada para o futuro — com votos para que a sede seja palco de “produção científica relevante” e “formação humana”.
Desdobramentos: a fala deixa aberta a expectativa de parcerias formais entre governo e EMPRO (cursos, convênios e programas de formação) e de uma agenda pública para transformar o “compromisso” citado no púlpito em entregas — com calendário, recursos e metas, que é onde o discurso costuma ser cobrado.

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