Musical do Maio Laranja leva alunos ao Palácio das Artes
Espetáculo em Porto Velho usou música e linguagem lúdica para orientar crianças de 7 a 13 anos sobre proteção e denúncia
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Região
📍 Porto Velho - RO
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Centenas de estudantes assistiram, em Porto Velho, a um musical de prevenção à violência sexual infantil no Teatro Palácio das Artes, dentro das ações da campanha Maio Laranja. A iniciativa é da mobilização promovida pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO) e contou com apoio logístico da Secretaria Municipal de Educação (Semed).
Teatro como sala de aula (e de alerta)
Com o lema “Carinho não pode ser segredo e nem dar medo”, o espetáculo apostou em personagens, canções e uma narrativa didática para tratar de um tema delicado sem perder a clareza: respeito ao corpo, identificação de riscos e busca de ajuda quando houver suspeita de abuso. O público-alvo foi de crianças entre 7 e 13 anos.
A engrenagem por trás: ônibus, equipe e acompanhamento
Para colocar a plateia no teatro, a Semed organizou transporte e acompanhamento dos alunos. A operação diária chegou a média de 18 ônibus por dia, garantindo que as turmas participassem com segurança e suporte durante as apresentações.
Recado político: “quebrar o silêncio”
O prefeito Léo Moraes reforçou o discurso de rede de proteção: a ideia, segundo ele, é levar informação “acessível e educativa” para romper o silêncio e fortalecer o cuidado com a infância. Já o secretário de Educação, Giordani Lima, destacou o papel da escola na prevenção — não só ensinar, mas também proteger e orientar sobre direitos e sinais de risco.
Coral e linguagem lúdica para um tema difícil
O musical foi interpretado pelo Coral Institucional Canto Livre, em formato pensado para facilitar a compreensão das crianças, sob coordenação de Sabrynne Sena. A mensagem central: medo e segredo não combinam com afeto — e ajuda existe.
Como denunciar
Em casos de suspeita ou confirmação de violência, as denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, Polícia Militar (190), Conselho Tutelar ou pela Ouvidoria do MPRO.
No bastidor, o recado é simples: quando o teatro vira instrumento de prevenção, a política pública ganha plateia — e a rede de proteção, capilaridade. O próximo passo tende a ser levar ações semelhantes para dentro das escolas e bairros, ampliando o alcance do Maio Laranja ao longo do ano.
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