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Entretenimento,  Cidades

Noiadance na corrida: Funpace vira “bloco” nas ruas

Encontro de terça em Porto Velho mistura 5 km, paredão e social; movimento saiu do Strava e já atrai multidões.

Autor

Redação

Publicado em

Leitura

3 min

Região

📍 Porto Velho - RO

Fonte

G1.globo

Noiadance na corrida: Funpace vira “bloco” nas ruas
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A corrida ao ritmo de Noiadance deixou de ser só treino e virou programa fixo das noites de terça-feira em Porto Velho. O responsável é o Funpace, movimento que concentra gente na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) e, pouco depois das 19h30, puxa uma multidão para um percurso de 5 km pelas ruas — com música alta, interação e cara de evento urbano.

Da “NR 01” com 20 pessoas ao mar de corredores

O Funpace nasceu em setembro de 2025, com uma proposta simples: correr sem pressão por performance. A primeira edição, chamada NR 01, reuniu cerca de 20 pessoas depois de um convite publicado no Strava. O que era pequeno cresceu rápido e hoje reúne centenas semanalmente.

A receita: 5 km + caixa de som + sensação de carnaval

Quem chega na EFMM encontra aquecimento coletivo, música e social antes da largada. No trajeto, caixas de som acompanham o grupo e ajudam a explicar por que, em alguns momentos, o clima “parece mais um bloco de carnaval do que um treino”. O eletrônico já fazia parte da identidade do grupo, mas o Noiadance, ritmo popular na capital, entrou na playlist por pedido do público e virou marca registrada.

Coffee Party Club: a origem do “lifestyle” sem álcool

Antes de virar comunidade, a ideia apareceu no Coffee Party Club, evento que misturava corrida e um tipo de encontro social “sem álcool”, focado em música, saúde e conexão. Depois de edições em 2024, os organizadores perceberam que havia demanda para manter a experiência durante a semana — daí veio o projeto, que começou como Pacefun e se consolidou como Funpace.

Números que chamam atenção — e ocupação do Centro

O crescimento foi orgânico: algumas edições passaram de 700 participantes, e a organização estima que mais de 20 mil pessoas já participaram em cerca de oito meses. O público é variado (iniciantes, experientes e famílias), e a mudança do ponto de encontro para a EFMM, no fim de 2025, também carregou simbolismo: ocupar um espaço tradicional com uma nova dinâmica urbana.

No radar, o próximo capítulo é inevitável: com mais gente e mais visibilidade, o Funpace tende a atrair discussões sobre apoio institucional, segurança, trânsito e até formato “oficial” do evento — o tipo de crescimento que, cedo ou tarde, cobra organização do poder público e do próprio movimento.

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