ONU monta força-tarefa para proteger comércio no Estreito de Ormuz
Organização alerta que bloqueios na rota podem agravar escassez de alimentos e crises humanitárias; projeto será liderado por Jorge Moreira da Silva.
Autor
Redação
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Fonte
Agência Brasil

A ONU anunciou a criação de uma força-tarefa para desenhar um mecanismo capaz de manter o fluxo de comércio no Estreito de Ormuz, rota estratégica para energia e suprimentos globais. A iniciativa surge em meio aos impactos da guerra contra o Irã, com a preocupação de que interrupções prolongadas provoquem alta de preços, falta de fertilizantes e um efeito dominó em países vulneráveis.
Quem vai liderar e como funcionaria
Segundo a ONU, o projeto será liderado pelo subsecretário-geral Jorge Moreira da Silva, que também dirige o Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos. A ideia é buscar um formato “operacional”, em diálogo com os Estados-membros diretamente envolvidos na rota.
Inspiração: Grãos do Mar Negro e mecanismo para Gaza
A ONU afirmou que a proposta deve se inspirar em iniciativas anteriores, como a Iniciativa de Grãos do Mar Negro (criada para destravar exportações na guerra da Ucrânia) e o mecanismo UN2720 voltado para Gaza. O objetivo é criar um desenho técnico e diplomático que permita reduzir riscos e garantir passagem do comércio.
Alerta: energia e fertilizantes podem puxar crise de alimentos
O porta-voz Stéphane Dujarric destacou que “ação imediata” é essencial para mitigar consequências e que a interrupção do transporte de fertilizantes, somada ao aumento do custo de energia, pode empurrar novos aumentos no preço dos alimentos e aprofundar crises humanitárias. Uma análise do Programa Mundial de Alimentos citada pela ONU aponta risco de fome aguda para dezenas de milhões caso a guerra se prolongue até junho.
O próximo passo será o contato direto com os países envolvidos para definir como o mecanismo pode sair do papel — e se haverá apoio político suficiente para manter Ormuz funcionando sem que a rota vire refém do conflito.
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