Operação GANATUM mira fraude do gado e trava bens em RO e MT
Força-tarefa apura sonegação de ICMS com mais de R$ 44 milhões em “vendas” simuladas e prejuízo acima de R$ 7 milhões.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
Portal Rondovisão

A Operação GANATUM foi deflagrada nesta quarta-feira (8) e colocou no alvo um esquema milionário de fraude no comércio de gado entre Rondônia e Mato Grosso. A força-tarefa investiga uma estrutura que teria simulado operações de compra e venda para sonegar ICMS, com movimentação já identificada acima de R$ 44 milhões e prejuízo tributário estimado em mais de R$ 7 milhões.
Como o esquema funcionava
De acordo com a investigação, o grupo usava documentos fiscais ideologicamente falsos e a intermediação de terceiros para ocultar os verdadeiros beneficiários das transações. Na prática, propriedades rurais serviam como “cenário” para dar aparência de legalidade a operações que não refletiam a circulação real do rebanho.
O volume chama atenção: cerca de 30 mil cabeças de gado teriam sido usadas no esquema para sustentar a engrenagem das notas e movimentações.
Mandados em cidades de RO e MT
Durante a ofensiva, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 14 alvos (pessoas físicas e jurídicas) em municípios de Rondônia: Alvorada do Oeste, Colorado do Oeste, Presidente Médici e Seringueiras. No Mato Grosso, as diligências ocorreram em Araputanga, Jauru, Pontes e Lacerda e São José dos Quatro Marcos.
Equipes recolheram documentos e dispositivos eletrônicos, considerados fundamentais para aprofundar a apuração do fluxo de notas, movimentação do gado e identificação dos responsáveis pela operação.
Bloqueio de bens e até criptoativos
Além das buscas, a Justiça determinou bloqueio de bens no valor equivalente ao dano já mapeado. A trava atinge valores, veículos, imóveis e até criptoativos, sinalizando que a investigação já trabalha com a hipótese de pulverização de patrimônio para dificultar rastreio e recuperação.
Quem está na força-tarefa
A ação é coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) e reúne órgãos de fiscalização e repressão, com participação de Ministério Público, Sefin, Procuradoria-Geral do Estado, Polícia Civil de Rondônia e Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.
O próximo passo agora é a análise do material apreendido e o cruzamento de dados fiscais e bancários para apontar a cadeia completa do esquema — e não está descartado que o valor do prejuízo cresça conforme novas operações sejam identificadas.
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