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Polícia,  Cidades

Operação mira “tribunal do crime” e prende 13 suspeitos em RO

Mandados foram cumpridos em ação integrada; investigações apontam sequestros, tortura e julgamentos clandestinos ligados a facção.

Autor

Redação

Publicado em

Leitura

2 min

Região

📍 Porto Velho - RO

Fonte

G1.globo

Operação mira “tribunal do crime” e prende 13 suspeitos em RO
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Uma operação de grande porte deflagrada nesta segunda-feira (30) em Rondônia prendeu 13 pessoas suspeitas de integrar um esquema conhecido como “tribunal do crime” — prática usada por facções para impor regras internas, punir rivais e até “disciplinar” integrantes por meio de ameaças, sequestros e tortura.

A ofensiva, realizada de forma integrada, cumpriu mandados de prisão temporária e buscas e apreensões em diferentes pontos do estado, dentro de uma investigação que apura a atuação do grupo em crimes violentos e organização criminosa.

Mandados e adolescentes encaminhados

Segundo informações divulgadas sobre a operação, o alvo era o cumprimento de 15 mandados de prisão temporária, 28 mandados de busca e apreensão e medidas de internação provisória contra adolescentes. Na prática, além dos 13 presos, dois adolescentes foram encaminhados para internação provisória no andamento da ação.

Apreensões: celulares, drogas, dinheiro e veículos

Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes apreenderam 19 celulares, porções de drogas, uma prensa artesanal usada no preparo de entorpecentes, cerca de R$ 6 mil em dinheiro e dois veículos. O material, de acordo com a investigação, deve subsidiar o aprofundamento das apurações e o mapeamento das conexões do grupo.

O que é “tribunal do crime”

No jargão policial, o “tribunal do crime” é quando integrantes de facções instauram “julgamentos” clandestinos e impõem punições ilegais — que podem incluir agressões, cárcere, tortura e execuções. A prática é usada como instrumento de domínio territorial e disciplina interna, e costuma deixar vítimas em silêncio por medo de represálias.

Próximos passos

Com as prisões e apreensões, a investigação agora deve avançar na identificação de lideranças, participantes diretos e cadeias de comando, além de cruzar os dados extraídos de celulares para mapear a rede de atuação. A tendência é que novas fases ocorram conforme a polícia consolide provas e chegue a outros envolvidos no esquema.

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