Operação Regra de Ferro prende 10 e mira “tribunal do crime”
Ação da Polícia Civil em Guajará-Mirim mira facção na fronteira e apura expulsão de moradores e homicídios.
Autor
Redação
Publicado em
Leitura
2 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
Policia Militar de Rondônia | @pmro_oficial

A Operação Regra de Ferro colocou a Polícia Civil de Rondônia nas ruas de Guajará-Mirim na manhã de terça-feira, 3 de março de 2026, mirando suspeitos de integrar uma organização criminosa com atuação na região de fronteira. Até a última atualização, 10 pessoas foram presas, além do cumprimento de mandados judiciais em série.
A ofensiva foi coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Guajará-Mirim, com apoio da DRACO-I, CORE e da Delegacia de Nova Mamoré.
O que a polícia investiga
O pacote de medidas cautelares decorre de apurações sobre práticas atribuídas ao grupo, incluindo o chamado “tribunal do crime”, além de investigações envolvendo homicídios, posse ilegal de arma, corrupção, extorsão e outros delitos.
Adolescente apreendido e o caso “Loira”
A operação também resultou na apreensão de um adolescente suspeito de participação na morte e no esquartejamento de uma pessoa conhecida como “Loira”, crime registrado em 25 de fevereiro de 2026, em Nova Mamoré.
“Urso” no centro do tabuleiro
Entre os presos está um investigado apontado como possível liderança local, conhecido pelo codinome “Urso”. Ele é citado nas apurações por suspeita de envolvimento em tentativas de homicídio, sequestro, corrupção, tráfico de drogas e participação em crime contra C. L. A., ocorrido em 22 de janeiro de 2026.
Disputa de território e “marcação” de imóveis
Um ponto sensível da investigação é o suposto controle territorial: há relatos de expulsão de moradores, subtração de moradias e imóveis marcados com símbolo associado ao codinome “Urso”, como forma de intimidação e “recado” de domínio.
A Polícia Civil afirma que a operação faz parte de uma estratégia de enfrentamento ao crime organizado, com foco especial nas regiões de fronteira, e reforça que as investigações seguem sob sigilo. O próximo capítulo pode vir rápido: com prisões e mandados cumpridos, a tendência é o inquérito avançar para identificar financiadores, armas e rotas, além de novas fases caso surjam conexões com outros municípios.
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