Pecuarista morto a tiros em Porto Velho: execução em Rio Pardo
Crime na zona rural deixou um homem de 44 anos morto e uma mulher ferida; ela escapou e passou a noite escondida no pasto/mata.
Autor
Redação
Publicado em
Leitura
2 min
Região
📍 Distrito de Rio Pardo - RO
Fonte
globo.com.br

O caso do pecuarista morto a tiros em Porto Velho voltou a acender o alerta na zona rural: Valter Moreira Mendes, 44 anos, foi executado na noite de quinta-feira (4/06/2026) em uma propriedade no distrito de Rio Pardo. A mulher que estava com ele também foi baleada, conseguiu fugir e só foi encontrada na manhã seguinte, em choque, após passar a noite escondida em área de pastagem/vegetação.
Caminhonete ligada, farol aceso e silêncio no curral
Segundo registros relatados à polícia, vizinhos estranharam a caminhonete do pecuarista parada desde o anoitecer, com motor ligado e faróis acesos. Horas depois, sem sinal de movimentação, acionaram a PM. Um morador contou que, por volta de 21h30, foi até o veículo e encontrou Valter caído perto do curral.
O que a perícia encontrou no local
A cena era de execução: Valter estava sem vida, com perfurações na cabeça, tórax, virilha e mão, e próximo ao corpo foram recolhidas oito cápsulas (munição 9 mm, conforme divulgado por veículo local). Dentro da caminhonete (citada como Ford Ranger), a polícia achou uma pistola prata (apontada como registrada em nome da vítima em apuração local), além de celular e pertences da mulher que o acompanhava.
Mulher baleada fugiu e sobreviveu após noite escondida
A sobrevivente foi localizada apenas na manhã de sexta-feira (5/06) com tiro na coxa esquerda. Há divergência de idade nas publicações (34 e 37 anos), mas o ponto central é o mesmo: ela relatou que os dois saíam da propriedade quando Valter parou para cuidar do curral/porteiras e foi surpreendido por um homem com o rosto coberto, que abriu fogo. Baleada, ela correu para o mato/pasto e ficou escondida até o dia seguinte.
Investigação: autoria e motivação ainda são incógnitas
Até aqui, o atirador não foi identificado e o caso é tratado como homicídio. Nos bastidores, a polícia deve concentrar esforços em reconstituir os últimos deslocamentos do pecuarista, checar possíveis conflitos locais e mapear quem conhecia a rotina da fazenda — porque a emboscada, pelo relato, não parece coisa de quem “passava por ali”.
No radar dos próximos dias, ficam os desdobramentos: laudos da perícia (trajetória dos disparos e confronto balístico), eventuais imagens/relatos de movimentação na região de Rio Pardo e a linha que a Polícia Civil deve adotar para cravar se foi execução direcionada, tentativa de roubo ou acerto de contas.
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