PF mira “Residência Fantasma” em RO por fraude em benefícios
Operação investiga esquema que usava endereços fictícios para regularizar estrangeiros e cadastrá-los em programas sociais federais.
Autor
Redação
Publicado em
Leitura
2 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
G1.globo

A Operação Residência Fantasma, deflagrada pela Polícia Federal em 21 de maio de 2026, colocou Rondônia no radar de mais uma investigação sobre fraude em benefícios sociais. No centro do caso, segundo a PF, está um grupo suspeito de usar endereços falsos para viabilizar a regularização migratória e a inscrição de estrangeiros em programas do Governo Federal — mesmo sem eles morarem de fato no Brasil.
O que a PF apura
De acordo com a corporação, os investigados teriam apresentado endereços fictícios junto à Delegacia de Imigração para “dar aparência de residência” aos estrangeiros e, a partir daí, destravar cadastros em benefícios.
A operação contou com apoio da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, do Ministério da Previdência Social — um sinal de que o foco não é só migratório: é também o rastro do dinheiro e dos cadastros.
Onde foram cumpridos os mandados
Foram cinco mandados de busca e apreensão autorizados pela 7ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Rondônia: dois em Porto Velho e três em Guajará-Mirim, cidade de fronteira com a Bolívia.
O material recolhido (documentos, dispositivos e o que mais estiver no “kit fraude”) deve alimentar a próxima fase da investigação, com cruzamento de dados e identificação de eventuais beneficiários registrados de forma irregular.
Quais crimes podem entrar na conta
A PF aponta que os investigados podem responder por associação criminosa e estelionato qualificado, além de outros ilícitos que eventualmente apareçam conforme a análise do material apreendido.
No bastidor, o que costuma pesar nesse tipo de caso é o que vem depois: quantos cadastros foram feitos, quanto foi pago e quem, dentro da cadeia, “assinava embaixo” (porque fraude desse tamanho raramente caminha sozinha).
Desdobramentos: a tendência é que a PF avance para identificar a extensão do prejuízo, possíveis cancelamentos de benefícios e novas medidas judiciais — inclusive bloqueios e responsabilizações — conforme a perícia e a auditoria dos cadastros apontarem os próximos nomes.
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