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Polícia,  Cidades

Porta vira maca após espera pelo SAMU em Porto Velho

Jovem de 18 anos ficou ferida em acidente na Zona Leste; família diz que aguardou mais de duas horas e decidiu levar por conta própria.

Autor

Redação

Publicado em

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2 min

Região

📍 Porto Velho - RO

Fonte

G1.globo

Porta vira maca após espera pelo SAMU em Porto Velho
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A cena de uma porta usada como maca para socorrer uma jovem ferida escancarou, em Porto Velho, o desespero de quem pede ajuda e não vê o socorro chegar. A estudante Ana Karolina, de 18 anos, foi levada ao hospital pela própria família depois de uma longa espera por atendimento do SAMU, segundo relato de parentes.

O caso aconteceu na quarta-feira (11), após um acidente de trânsito na Zona Leste da capital.

Acidente de moto e suspeita de lesão mais grave

De acordo com os relatos, Ana Karolina e o marido estavam de motocicleta pela avenida Petronila, no bairro Mariana, quando colidiram contra um poste. A família afirma que a queda ocorreu depois que um veículo à frente freou bruscamente e a moto acabou passando por um buraco na via.

Após o impacto, a jovem teria dito que não sentia as pernas, o que aumentou a preocupação de testemunhas e familiares. O marido teve escoriações leves.

“Ninguém apareceu”, diz pai

A família afirma que acionou socorro e pediu apoio, mas que o atendimento não chegou. Diante da demora, o pai decidiu improvisar: colocou a filha sobre uma porta, usou o próprio carro e a carreta de trabalho e a transportou até uma unidade de saúde.

Um vídeo do resgate improvisado circulou nas redes e ampliou a repercussão do caso.

Atendimento e alta no dia seguinte

Ana Karolina foi levada ao Pronto Atendimento Municipal José Adelino da Silva, no bairro Ulisses Guimarães, onde passou por avaliação e exames. Segundo familiares, ela recebeu atendimento e teve alta na quinta-feira (12).

O que o episódio expõe

O caso reacende uma cobrança antiga em Porto Velho: tempo-resposta em ocorrências de urgência. Quando uma vítima relata perda de sensibilidade e precisa ficar imobilizada, a demora não é apenas desconforto — vira risco real.

A tendência agora é que a repercussão pressione por explicações sobre a demora e por reforço na estrutura de atendimento, porque quando uma porta vira maca, a cidade inteira entende que a urgência chegou antes do socorro.

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