Porto Velho ganha 1º Hospital Municipal após 100 anos
Prefeitura diz que unidade já está quitada e pronta; gestão deve ficar com Unir/Ebserh após aval da Câmara.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
Prefeitura de Porto Velho
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Hospital Municipal de Porto Velho finalmente saiu do papel — e, desta vez, sem a novela de obra inacabada. A Prefeitura anunciou que a capital terá, pela primeira vez, um hospital municipal próprio, após a aquisição de uma unidade com estrutura pronta, já quitada com recursos públicos e em fase de ajustes finais para começar a atender.
Compra pronta, sem “canteiro eterno”
Segundo a gestão, o diferencial foi justamente a compra do prédio já estruturado, o que, na narrativa oficial, corta caminho: menos prazo, menos burocracia e menos risco de o projeto virar um elefante branco. A unidade, afirma o município, já conta com mais de uma centena de leitos, UTI e centro cirúrgico.
O “pulo do gato” é Brasília na gestão
O passo decisivo agora é político e administrativo: a formalização de uma parceria entre Prefeitura, Universidade Federal de Rondônia (Unir) e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). O prefeito Léo Moraes encaminhou à Câmara um Projeto de Lei para viabilizar o arranjo; com a aprovação, a gestão do hospital deve ficar sob responsabilidade federal, via Unir/Ebserh.
A Prefeitura aposta que esse modelo — tratado como “inédito” no estado — trará gestão técnica mais profissionalizada e capacidade de ampliar serviços.
Capacidade pode passar de 200 leitos
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, afirma que a unidade deve fortalecer a rede municipal e ampliar a assistência a quem depende do SUS. Já o prefeito vende o pacote como “entrega histórica” para reduzir sofrimento nas filas da regulação. A projeção divulgada é de que, com a parceria consolidada, a capacidade seja ampliada gradativamente e possa ultrapassar 200 leitos.
Por que isso mexe no tabuleiro da saúde
Na prática, a Prefeitura tenta aliviar a dependência da estrutura estadual e ganhar fôlego para cirurgias e atendimentos especializados — um discurso que vem sendo repetido desde o anúncio da compra do então Hospital das Clínicas para virar hospital municipal universitário.
Desdobramentos: o termômetro imediato é a tramitação e votação do projeto na Câmara e, depois, a assinatura formal com Unir/Ebserh. A partir daí, entram os pontos que costumam atrasar inaugurações: definição de serviços, habilitações no SUS, equipe e cronograma real de abertura ao público.
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