Porto Velho lança “Empresa Amiga da Inclusão”
Programa da Semias cria selo e vitrine oficial para quem oferecer benefícios e atendimento acessível a PCDs, autistas e famílias atípicas
Autor
Redação
Publicado em
Leitura
3 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
Prefeitura de Porto Velho
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A Prefeitura de Porto Velho lançou o Programa Municipal Empresa Amiga da Inclusão para atrair empresários a uma rede de parcerias voltada a acessibilidade, atendimento inclusivo e oferta de benefícios a pessoas com deficiência, neurodivergentes e famílias atípicas. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias) e, segundo o município, a adesão é voluntária, gratuita e sem obrigação financeira para as empresas — desde que elas apresentem contrapartidas em forma de vantagens ao público-alvo.
O que muda para o comércio (na prática)
O desenho do programa é simples: a empresa entra, oferece vantagens e ganha carimbo público. As parceiras poderão disponibilizar descontos, cortesias, condições especiais de pagamento, melhorias de acessibilidade e acolhimento, além de receber capacitação da Prefeitura sobre atendimento inclusivo.
E tem a parte que o empresário gosta: visibilidade nos canais oficiais, presença no Observatório Municipal da Inclusão e o Selo Empresa Amiga da Inclusão, entregue em solenidade oficial. É aquele “selo” que vira adesivo na porta e post fixado no Instagram — desde que a entrega venha acompanhada de resultados reais.
Quem pode aderir e quais benefícios oferecer
O edital abre o leque para empresas privadas, MEIs, sociedades empresariais e instituições de diferentes áreas, indo de mercados, farmácias, escolas e clínicas a restaurantes, hotéis, postos e academias.
Do lado da contrapartida, o chamamento prevê benefícios concretos como descontos, gratuidades/cortesias e condições especiais, com foco em quem apresenta a Carteira Municipal da Pessoa com Deficiência (CMPCD) ou a Carteira Municipal da Pessoa Autista (CMIA). O edital também exige que a proposta traga percentuais e regras claras — e aponta desconto mínimo de 5% para os beneficiários, conforme a descrição a ser anexada na inscrição.
Como se inscrever (e o que a Semias vai cobrar)
A inscrição é digital, com preenchimento de dados da empresa e do responsável legal, descrição dos benefícios e envio da documentação obrigatória. A validação ficará a cargo de um comitê interno da Semias, com critérios como regularidade documental, clareza da proposta e potencial de impacto inclusivo.
Nos bastidores, a Prefeitura tenta empurrar uma ideia que costuma travar no dia a dia: inclusão não pode ser só rampa no papel — precisa virar atendimento treinado, comunicação acessível e vantagem concreta para quem já carrega custos extras com terapias, saúde e adaptações.
O que disseram Léo Moraes e Paulo Afonso
O prefeito Léo Moraes defendeu que a inclusão “precisa ser construída com a participação de toda a sociedade” e que a parceria com a iniciativa privada pode criar “oportunidades reais”. Já o secretário Paulo Afonso classificou o programa como avanço nas políticas de acessibilidade e elogiou a equipe do Departamento de Inclusão da Semias e a secretária adjunta Tércia Marília pela elaboração da proposta.
No radar dos próximos dias, dois pontos devem dizer se o programa vai além do discurso: quantas empresas vão aderir e quais benefícios serão ofertados de fato, além da entrada em operação do Observatório Municipal da Inclusão e das primeiras entregas do selo — quando a vitrine pública deixa de ser promessa e passa a ter lista, regra e cobrança.
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