Porto Velho recebe doações para 27 comunidades
Roupas, calçados e kits infantis serão triados antes da entrega às famílias ribeirinhas afetadas pela estiagem.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
G1.globo

A Prefeitura de Porto Velho recebeu uma doação de roupas, calçados, kits infantis e outros itens de vestuário destinados às famílias ribeirinhas que enfrentam os efeitos da estiagem. O material será distribuído entre moradores de 27 comunidades consideradas afetadas pela situação de emergência no município.
Os donativos foram arrecadados em Guajará-Mirim e transportados até a capital por meio de uma parceria entre a Defesa Civil Municipal e o programa Sesc Mesa Brasil. Antes de chegar às famílias, porém, tudo ainda passará por catalogação, triagem e organização.
Doações serão transformadas em kits
A Defesa Civil ficará responsável por separar os materiais e montar os kits conforme os itens disponíveis. A nota oficial da Prefeitura não informou uma data exata para o início das entregas, limitando-se a dizer que a distribuição ocorrerá depois da conclusão dessa etapa.
A movimentação ocorre enquanto o município reforça o planejamento para o período mais intenso da seca. Em julho, o nível do rio Madeira estava na faixa dos sete metros e a previsão apresentada pela administração municipal era de redução gradual nos meses seguintes.
Para as comunidades do Baixo, Médio e Alto Madeira, a queda do rio costuma dificultar a navegação e, por consequência, o transporte de alimentos, água, medicamentos e outros produtos essenciais. A estiagem também amplia o risco de queimadas e problemas relacionados à baixa umidade.
Defesa Civil monitora áreas de risco
Segundo o diretor executivo da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil, coronel Marcelo Duarte, as equipes continuam atendendo famílias, monitorando áreas vulneráveis e preparando ações para o período mais severo da estiagem.
O prefeito Léo Moraes afirmou que a parceria com a Fecomércio e o Sesc Mesa Brasil amplia a capacidade de atendimento do município. Nos bastidores da operação, entretanto, o desafio não termina na chegada das caixas: a logística fluvial até comunidades distantes costuma ser a parte mais complicada — e mais cara — da assistência.
A Prefeitura já vinha realizando reuniões com órgãos municipais, estaduais e federais para organizar ações preventivas, mapear áreas de risco e integrar os trabalhos de resposta aos eventos climáticos previstos para 2026.
Os próximos passos deverão incluir a conclusão da triagem, a definição das rotas e o cronograma de distribuição. Também será necessário acompanhar o nível do Madeira para saber se a entrega ocorrerá antes que a redução do rio torne o acesso às comunidades ainda mais difícil.
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