PSD lança Caiado ao Planalto e mira “terceira via” em 2026
Kassab escolhe governador de Goiás para puxar candidatura fora da polarização; Eduardo Leite perde espaço e Ratinho Jr. saiu do páreo.
Autor
Redação
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Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Carta Capital

O PSD decidiu apostar em Ronaldo Caiado como nome do partido para o Palácio do Planalto e tenta ocupar o terreno da chamada “terceira via” na eleição de 2026 — uma faixa que, na prática, só existe se conseguir furar a bolha da polarização. A movimentação é comandada por Gilberto Kassab, que vinha costurando a definição entre governadores do partido, mas acabou fechando com o goiano após a desistência de Ratinho Jr. e a disputa interna com Eduardo Leite.
Por que Caiado virou o escolhido
Caiado entra no jogo com dois trunfos que Kassab quer vender nacionalmente: perfil de gestor e um discurso forte em segurança pública, bandeira que costuma mobilizar eleitorado fora do PT e também fora do bolsonarismo raiz. A escolha também resolve uma urgência do PSD: ter um “rosto” para negociar alianças e palanques estaduais com antecedência.
A novela interna: Ratinho saiu, Leite perdeu força
Até a semana passada, o PSD ainda tinha três governadores orbitando a vaga presidencial. Ratinho Jr. recuou e deixou o caminho livre para a disputa final. Kassab vinha dizendo que o partido decidiria “até terça”, mantendo Caiado e Leite no páreo — mas a balança pendeu para o governador de Goiás.
O objetivo real: ser alternativa entre Lula e bolsonarismo
O PSD tenta se posicionar como opção “de centro” (mais para a direita do que para a esquerda, na prática) num cenário em que a eleição tende a girar entre o campo governista e o bolsonarismo. A aposta é que parte do eleitorado quer mudança, mas não quer o “radicalismo” — e aí entra a vitrine do “gestor”.
E Rondônia, entra onde nessa história?
Para estados como Rondônia, a candidatura nacional é só metade do tabuleiro: a outra metade é palanque, coligação e Senado. Se o PSD crescer como “terceira via”, pode atrair alianças locais — se não crescer, vira moeda de negociação para compor com quem estiver mais forte.
O desdobramento agora é medir tração: Caiado precisa transformar anúncio em alianças e intenção de voto, enquanto Kassab tenta juntar o partido sem rachar a bancada. Se a candidatura patinar nas pesquisas, o PSD tende a recalcular rapidamente — porque “terceira via” no Brasil dura exatamente até a primeira rodada de números ruins.
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