São Francisco do Guaporé: prefeito reage rápido a suspeita de desvio
Afastamento imediato, acionamento da PF e abertura de PAD marcam a resposta de Zé Wellington após indícios de fraude na Saúde.
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Redação
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Região
📍 Zona da Mata - RO

A Prefeitura de São Francisco do Guaporé entrou em modo “tolerância zero” depois que surgiram indícios de irregularidades na movimentação de recursos da Saúde municipal. O tesoureiro comissionado foi afastado e o caso acabou nas mãos da Polícia Civil, com Polícia Federal acionada por envolver possíveis verbas federais — uma reação que, nos bastidores, foi tratada como rara em municípios pequenos: rápida, formal e com trilha documental.
A decisão política: cortar na carne antes do dano virar rotina
Segundo relatos publicados, as inconsistências em transferências foram percebidas na última semana e a gestão municipal adotou a medida mais óbvia — e mais difícil: tirar o responsável da cadeira antes que a suspeita virasse fofoca de esquina. Na prática, Zé Wellington (PL) escolheu o caminho que costuma desagradar quem vive de “deixa disso”: afastou o servidor e comunicou oficialmente os órgãos de controle.
Transparência e controle: Câmara, TCE e um PAD em andamento
A administração também informou a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), além de comunicação à Câmara Municipal e ao Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO). É o tipo de protocolo que dá trabalho — mas evita a velha acusação de “varrer para baixo do tapete” quando o assunto envolve dinheiro carimbado para atendimento, exames e remédios.
O que se apura: valor estimado e a linha das apostas
O valor total ainda está sendo apurado, mas publicações locais apontam estimativas iniciais em torno de R$ 13 milhões. O investigado não teve o nome divulgado. Em declarações atribuídas ao prefeito, há referência a uma confissão de uso de parte do dinheiro em apostas online/jogos de azar, com a apuração seguindo para confirmar autoria e eventuais conexões.
Bastidor: quando o gestor escolhe “luz” em vez de “sombra”
No miúdo, o que chama atenção não é só a gravidade da suspeita — é a postura institucional: afastar, registrar, notificar e abrir procedimento. Em tempos em que muita prefeitura só se mexe depois que a sirene toca, São Francisco do Guaporé fez o contrário: primeiro age, depois explica — com documento.
Nos próximos dias, o rumo do caso depende de duas frentes: o avanço da investigação policial (inclusive sobre o montante real e eventual participação de terceiros) e o desfecho do PAD, que pode resultar em sanções administrativas — além de medidas para reforçar travas e auditorias internas na Saúde.
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