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Política,  Brasil

“Tá de TPM?” pode virar caso de polícia: entenda o projeto

Proposta aprovada no Senado enquadra misoginia na Lei do Racismo e prevê pena de 2 a 5 anos; ainda precisa passar pela Câmara.

Autor

Redação

Publicado em

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2 min

Região

📍 Brasil - BR

Fonte

Folha do Estado

“Tá de TPM?” pode virar caso de polícia: entenda o projeto
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Um projeto aprovado no Senado acendeu um debate nacional — e viralizou por um exemplo que todo mundo já ouviu: a frase “você está de TPM?”, usada para desqualificar uma mulher durante uma discussão. A proposta não transforma automaticamente a pergunta em crime, mas amplia o alcance da punição para condutas misóginas e pode enquadrar esse tipo de fala dependendo do contexto: se a intenção for humilhar, desprezar ou discriminar por ela ser mulher.

O que o projeto muda

O texto aprovado inclui a misoginia — definida como conduta que exterioriza ódio ou aversão às mulheres — entre os crimes de preconceito e discriminação, na mesma lei que trata do racismo (Lei 7.716/1989). A pena prevista é de 2 a 5 anos de prisão, além de multa.

“Perguntar se está de TPM” vira crime?

A frase virou símbolo do debate porque costuma ser usada como arma retórica para diminuir a reação de uma mulher, sugerindo “instabilidade” por causa do ciclo menstrual. Especialistas e o próprio debate público em torno do projeto apontam que o enquadramento depende de intenção e circunstâncias — não é a palavra “TPM” em si, mas o uso para desqualificar e inferiorizar.

Ainda não é lei

Um ponto importante para evitar desinformação: o projeto ainda não está em vigor. Ele foi aprovado no Senado e segue para a Câmara dos Deputados. Só depois, se aprovado, vai à sanção presidencial.

Por que isso gerou tanta reação

A proposta mexe em dois terrenos sensíveis: de um lado, a tentativa de endurecer o combate ao ódio e à discriminação contra mulheres; de outro, a preocupação de críticos com interpretações amplas e com a linha entre ofensa, opinião e crime. O tema deve chegar à Câmara com pressão dos dois lados.

Os próximos desdobramentos dependem do ritmo da Câmara: se o texto avançar sem mudanças, a discussão passa a ser como a Justiça vai diferenciar conflito cotidiano de discriminação misógina — e é aí que a “frase de TPM” pode deixar de ser meme e virar prova em processo.

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