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Política

Terceira via em Rondônia 2026: fim da política do confronto

Pesquisas mostram fatia relevante de indecisos; história e números empurram o estado para uma agenda de gestão, não de guerra.

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📍 Porto Velho - RO

Terceira via em Rondônia 2026: fim da política do confronto
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Rondônia chega a 2026 com um recado simples: a lógica do confronto está ficando cara demais. A disputa ideológica até rende vídeo e curtida, mas não tapa buraco, não abre leito e não reduz medo na rua. E o eleitor rondoniense, quando percebe que a política virou torcida organizada, costuma cobrar.

A lição histórica que a política finge esquecer

Rondônia nasceu na urgência e sempre foi território de decisões rápidas — às vezes rápidas demais. Entre 1961 e 1964, ainda como Território Federal, o governo trocou de comando nove vezes em três anos. Não é metáfora: está registrado em publicação oficial do próprio estado. (Governo do Estado de Rondônia)

A mensagem daquele período é direta: instabilidade institucional custa desenvolvimento. E, quando a administração vira trincheira, o estado perde tempo — e dinheiro.

O indeciso não é “apático”. É desconfiado.

A política local gosta de chamar indeciso de “desinformado”. Os dados sugerem outra coisa: o indeciso está fazendo greve de confiança.

Em pesquisa do instituto Veritá divulgada em 24/03/2026 (registrada no TSE), no cenário estimulado para o governo: 13,3% disseram “não sabem/não responderam” (além de 4,8% de branco/nulo). No cenário de “segunda opção”, a fatia de “não sabem/não responderam” sobe para 25,8%. (CNN Brasil)

Esse número não aparece do nada. Ele costuma ser o retrato de um eleitor que olha o menu e pensa: “isso resolve minha vida ou só briga com o vizinho?”

A dor real tem CEP (e tem fatura)

O cidadão de Rondônia pode até discutir política no WhatsApp, mas acorda mesmo é com boleto e fila.

Na saúde, por exemplo, o Governo Federal anunciou em 24/04/2026 a liberação de cerca de R$ 4,5 milhões pelo Novo PAC Saúde para duas obras com início imediato: um CAPS em Nova Brasilândia D’Oeste e uma UBS em Rolim de Moura. (Serviços e Informações do Brasil)
Quando Brasília precisa “destravar” obra de base, o recado é que a rede está no limite — e o interior sente primeiro.

Na segurança, o governo estadual divulga balanços com redução de crimes e reforço de tecnologia e presença policial em 2025. (Governo do Estado de Rondônia)
Mas o pano de fundo regional segue sensível: dados consolidados por fontes de saúde pública mostram que a taxa de homicídios em Rondônia chegou a 34,9 por 100 mil habitantes em 2023, acima da média nacional naquele recorte. (Amazonia Legal)
Em português claro: há esforço institucional, mas a sensação de risco continua sendo combustível político.

E tem o custo do Estado. Em Rondônia, a alíquota interna geral (modal) do ICMS é 19,5% — um número que pesa especialmente para quem vive de giro, não de discurso. (Tax Group)

O que não serve para Rondônia (por mais que dê engajamento)

Rondônia não precisa de:

gestor “tiktoker”, que confunde administração com roteiro de trends;

extremista de plantão, que precisa fabricar inimigos diários e trava pontes institucionais;

velha política maquiada, que troca a placa do partido e mantém o loteamento por dentro.

Esses três perfis têm algo em comum: são ótimos em campanha e fracos em entrega.

O perfil exigido pela “nova via” em 2026

A terceira via que Rondônia exige não é um rótulo — é um método. Ela precisa combinar:

capacidade técnica (saber onde cortar, onde investir e o que medir);

conciliação institucional (porque sem parceria não tem obra, repasse, nem execução);

pacto de estabilidade (capital e interior no mesmo mapa, não em guerras paralelas);

coragem para reformas impopulares, com transparência e cronograma.

A política do confronto vive de “lacrar hoje” e empurrar a conta para amanhã. Rondônia, do jeito que está, já não tem esse amanhã sobrando.

Desdobramentos

Até outubro de 2026, a tendência é a campanha tentar capturar os indecisos com “atalhos emocionais”. Mas os números apontam que esse eleitor está procurando outra coisa: gestão verificável. Quem conseguir transformar segurança, saúde e custo do Estado em metas claras — e parar de tratar a máquina pública como palanque — sai na frente. (CNN Brasil)

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