Tomate, cebola e leite disparam e viram “vilões” da inflação
Alta forte no hortifruti e no leite pressionou o custo da cesta básica em março; combustíveis também puxaram o índice.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Brasil - BR
Fonte
terra.com.br

O bolso do brasileiro sentiu em março o que a feira já vinha avisando: tomate, cebola e leite longa vida puxaram com força a inflação e ficaram entre os principais “vilões” do mês. O IPCA de março fechou em 0,88%, acelerando em relação a fevereiro (0,70%), com peso concentrado em Alimentação e bebidas e Transportes.
O que mais subiu no carrinho
No recorte de alimentação no domicílio, a alta foi de 1,94%, com destaque para itens que entram na mesa quase todo dia:
Tomate: +20,31%
Cebola: +17,25%
Batata-inglesa: +12,17%
Leite longa vida: +11,74%
Já alimentação fora do domicílio subiu 0,61%, com lanche e refeição também avançando.
Combustível também ajudou a “empurrar” o índice
Além da comida, Transportes teve alta de 1,64%, influenciado pelos combustíveis:
Gasolina: +4,59% (principal impacto individual do mês, segundo a leitura divulgada)
Óleo diesel: +13,90%
Como ficou a inflação no acumulado
Com o resultado de março, o IPCA acumula:
1,92% no ano (jan–mar)
4,14% em 12 meses, acima do registrado até fevereiro (3,81%).
Por que esses itens pesam tanto
Tomate e cebola costumam oscilar por sazonalidade e oferta (clima, colheita e logística). Já o leite tende a refletir custo de produção e distribuição — e, quando combustível sobe, o frete entra na conta e aparece no preço final.
Desdobramentos: o mercado agora monitora se a pressão em alimentos e combustíveis vai se manter nas próximas leituras do IPCA. Se o repasse continuar, o “efeito feira + bomba” pode seguir como motor da inflação no curto prazo, apertando especialmente as famílias que gastam mais com itens básicos.
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