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Mundo,  Política

Trump ameaça novos ataques e diz que vai negociar com o Irã

EUA enviam delegação ao Paquistão; presidente dispara “acabou o senhor bonzinho” e cita pontes e usinas

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Redação

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Trump ameaça novos ataques e diz que vai negociar com o Irã
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Donald Trump voltou a misturar diplomacia e ameaça no mesmo parágrafo. Neste domingo (19/04/2026), o presidente dos EUA afirmou que Washington vai negociar com o Irã e confirmou o envio de uma delegação americana ao Paquistão, mas avisou que, se não houver acordo, novos ataques estão na mesa. O recado veio com slogan de campanha e tom de ultimato: “acabou o senhor bonzinho”.

Delegação ao Paquistão e trégua no relógio

Segundo a Reuters, Trump disse que a comitiva seria liderada pelo vice-presidente JD Vance para retomar conversas com Teerã, num momento em que o prazo de cessar-fogo e a tensão regional tornam a janela de negociação mais estreita.

“Sem acordo, vai doer”: pontes e usinas no alvo

Na mesma fala, Trump ameaçou atingir infraestrutura civil do Irã — citando pontes e usinas de energia — se Teerã não aceitar os termos americanos. A linha é de pressão máxima: ou assina, ou enfrenta nova rodada de bombardeios.

Teerã reage: não confirma a mesa de negociação

Do lado iraniano, a história não fecha do mesmo jeito. A cobertura do InfoMoney aponta que a agência estatal IRNA tratou o anúncio americano como parte de uma estratégia de pressão, sinalizando resistência a aceitar “prazo e condições” ditados por Washington.

O pano de fundo: Ormuz e o risco no petróleo

A disputa ocorre com o Estreito de Ormuz novamente no centro do tabuleiro, pressionando o mercado de energia e ampliando o risco de escalada. Na prática, o “negocia, mas ameaça” de Trump é também um recado ao preço do barril: o mundo quer previsibilidade; a região entrega tensão.

Desdobramentos: os próximos dias devem girar em torno de dois pontos: (1) se o Irã aceita, de fato, sentar à mesa no Paquistão; (2) se o cessar-fogo segura sem incidentes em Ormuz. Se houver ataque ou “acidente” no estreito, a retórica de Trump tende a virar ação — e rápido.

Tags:#Guerra

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