Trump rejeita cessar-fogo no Irã e sinaliza ofensiva prolongada
Presidente diz que “não faz sentido parar” enquanto EUA e aliados têm vantagem; fala aumenta tensão no Golfo e pressiona rotas de energia.
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Redação
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Fonte
G1.globo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (20) que não quer um cessar-fogo no Irã, em meio à guerra que caminha para a quarta semana. A declaração escancara a estratégia de Washington: manter a pressão militar em vez de buscar uma trégua imediata.
Segundo Trump, “podemos dialogar, mas não quero um cessar-fogo”, argumentando que não faz sentido parar “quando se está literalmente aniquilando o outro lado”. A fala foi interpretada como recado duplo: para Teerã, de que a ofensiva continua; para aliados e mercado, de que a crise pode durar mais do que o esperado.
Israel no centro e o “depois” da ação americana
Questionado se Israel encerraria a guerra após os EUA concluírem sua ação militar, Trump respondeu que acredita que sim. Na prática, ele coloca o fim do conflito condicionado a uma etapa ainda indefinida — e isso mantém o cenário aberto.
Estreito de Ormuz volta ao radar
Trump também tocou no ponto mais sensível da economia global: o Estreito de Ormuz, rota crítica para o petróleo. Ele disse que seria “bom” se China e Japão ajudassem a garantir segurança no canal marítimo, sinalizando que a Casa Branca quer dividir o custo político e operacional de proteger a rota.
O que vem agora
A fala do presidente tende a endurecer a postura diplomática e elevar o risco de novos episódios contra infraestrutura energética e navegação no Golfo. Se o objetivo declarado é seguir pressionando, o desdobramento mais provável é a combinação de mais ataques, retaliações e volatilidade nos preços de energia — com reflexos diretos em inflação, combustíveis e fretes no mundo inteiro.
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