Vacinas respiratórias: guia para escolher e tomar na hora certa
Gripe, Covid-19, pneumococo e VSR têm públicos e calendários diferentes; idade e comorbidades definem o “combo”
Publicado em
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Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
G1.globo

Com gripe, Covid-19, pneumococo e VSR circulando (ou ameaçando circular) ao mesmo tempo, muita gente fica na dúvida sobre quais vacinas respiratórias tomar e quando. A regra prática é simples: não existe “uma vacina para tudo” — o esquema depende de idade, condições de saúde, gravidez e se você está nos grupos prioritários.
Gripe: a vacina “do ano” (e quanto antes, melhor)
A vacina contra influenza é anual e, no SUS, é recomendada especialmente para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos 60+, além de outros grupos definidos nas campanhas.
Um ponto que ajuda: a vacina da gripe pode ser aplicada junto com outras do Calendário Nacional, sem precisar “espaçar” por regra geral.
Covid-19: reforço segue focado nos mais vulneráveis
Em 2026, o Ministério da Saúde mantém a vacinação contra a Covid-19 com prioridade para grupos mais vulneráveis, usando imunizantes atualizados contra variantes em circulação. A orientação oficial é procurar uma unidade de saúde para checar o status e completar reforços conforme indicação para o seu perfil (idade/risco).
Pneumococo: protege contra pneumonia e formas graves — e muda por idade
A vacinação contra pneumococo ganha peso principalmente a partir dos 60 anos e em pessoas com comorbidades. A SBIm recomenda, quando disponível, dose única da VPC20 ou esquema sequencial (por exemplo, VPC15 seguida de VPP23 em intervalos recomendados).
Na prática, é a vacina que costuma ser esquecida — e lembrada só depois de uma internação por pneumonia.
VSR: “vacina da bronquiolite” também entra no radar de adultos
O VSR (vírus sincicial respiratório) deixou de ser assunto só de pediatria: há vacinas recomendadas para idosos e para pessoas de 50 a 69 anos com fatores de risco, e a SBIm também aponta recomendação para gestantes (no caso de vacina específica) para proteger o bebê via anticorpos.
Além disso, a Anvisa ampliou a faixa etária de uma das vacinas contra VSR (Arexvy) — tema que reacendeu a procura e a discussão sobre quem deve priorizar.
Como decidir sem errar: um “checklist” rápido
Idade: 60+ muda quase tudo (gripe anual, pneumococo e avaliação de VSR).
Comorbidades/imunossupressão: aumentam prioridade para Covid-19 e VSR e pesam no pneumococo.
Gravidez: entra a gripe e pode entrar VSR para proteção do bebê (conforme indicação).
Onde se vacinar: SUS segue calendário e grupos; clínicas privadas ampliam opções de marcas/esquemas.
No fim, o caminho mais seguro é ir à UBS com sua caderneta (ou registro no app) e pedir a conferência do esquema — porque, com quatro vírus respiratórios “na conversa”, o erro mais comum é achar que já está protegido quando falta uma dose-chave.
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