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Política,  Cidades

“Rondônia bancou casamento de R$ 200 milhões?”: Banco Master no olho do furacão

Prefeito de Vilhena, Flori, afirma que esquema drenou R$ 6 milhões de previdência municipal e jogou o estado no noticiário nacional.

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📍 Vilhena - RO

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Fonte: https://www.instagram.com/delegadoflori

“Rondônia bancou casamento de R$ 200 milhões?”: Banco Master no olho do furacão
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O Banco Master virou personagem central de uma narrativa que mistura fundos de investimento, previdência de servidores e um rastro de suspeitas que, segundo o prefeito de Vilhena, Flori, colocou Rondônia no meio de um enredo com repercussão nacional. Ele sustenta que um “esquema” teria levado R$ 6 milhões ligados à estrutura municipal para o banco — e lança a provocação: o contribuinte rondoniense “talvez tenha financiado” um casamento na Itália de R$ 200 milhões.

Como o Banco Master entra na história: o caminho dos fundos

A explicação começa pelo básico: fundos de investimento seriam oferecidos, com frequência, a institutos de previdência municipais — estruturas criadas por prefeituras que administram as contribuições dos servidores, em vez de usar o INSS. Em Vilhena, esse instituto é o IPMV.

Flori afirma que, no período em que a operação teria começado (entre 2012 e 2014), o IPMV era dirigido por Carlos Roberto Rodrigues Dias e por Helena (citada como presidente no relato). É neste ponto que ele diz que “os tentáculos do Banco Master” chegaram ao município.

Conquest e Áquila: “promessa de rendimento”, final “zero”

Segundo a narrativa, o Banco Master, por meio de pessoas ligadas a ele, teria vendido ao IPMV os fundos Conquest e Áquila, com promessa de bom retorno. O valor citado é de R$ 3,8 milhões.

A acusação mais pesada vem depois: esse montante teria virado “zero”, descrito como “títulos podres”.

“Por que alguém aceitaria?”: suspeita de corrupção e “golpe da loira”

O prefeito levanta duas hipóteses recorrentes em investigações, segundo ele:

corrupção — o gestor saberia que era mau negócio, mas aceitaria por receber porcentagem “por fora”;

o que ele chama de “golpe da loira”, uma “isca” para influenciar decisões de diretores de institutos, terminando em prejuízo para o município.

Ele afirma não saber se isso ocorreu especificamente com os dirigentes citados, mas usa o exemplo para sustentar o argumento de que a engrenagem teria funcionado assim em outros lugares.

Vilhena no centro do noticiário: Vorcaro, jatinho e “Fundo Fake”

No relato, Flori diz que o próprio Daniel Vorcaro teria ido a Vilhena com “jatinho” e o advogado Eugênio Pacelli para depor em um inquérito da operação “Fundo Fake” — e que, naquele momento, ainda não se imaginava o tamanho do que viria a ser associado ao Banco Master.

Ele também menciona que uma reportagem da Folha de S.Paulo teria citado diretamente o fundo Áquila ligado à Prefeitura de Vilhena e a outras cidades lembradas por ele — e fecha com ironia: “Vilhena, Rondônia, são ou não são o centro do mundo?

Efeito Rondônia: a pressão agora é por documentos, auditoria e responsabilização

No pano de fundo, o caso bate em uma tecla sensível: dinheiro de aposentadoria de servidor não admite “aposta”, e cada real perdido vira briga política e jurídica.

O desdobramento mais provável é a cobrança por provas documentais, relatórios e auditorias que confirmem valores, responsáveis e decisões — além de pressão para que casos semelhantes em outros institutos municipais (citados pelo prefeito) sejam analisados com lupa. E, como sempre, quando o assunto é previdência, a repercussão não fica só na manchete: ela volta na urna.

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