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Economia,  Brasil

Alcolumbre freia PEC do fim da 6×1 no Senado

Presidente da Casa diz que Senado não vai “carimbar” texto da Câmara e indica tramitação por comissões, sem calendário.

Autor

Redação

Publicado em

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2 min

Região

📍 Brasil - BR

Fonte

Infomoney

Alcolumbre freia PEC do fim da 6×1 no Senado
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A PEC do fim da escala 6×1 chegou ao Senado sob pressão — e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), tratou de baixar a bola. Em discurso no plenário na terça-feira, 2 de junho de 2026, ele reclamou das cobranças por uma aprovação rápida e avisou que o Senado não será “carimbador” do que vier da Câmara.

“Calma”: o recado ao lobby das redes

Alcolumbre disse que não aceita ser empurrado para “escolher um lado” sob ameaça ou ataque virtual. A frase foi direta: pediu tempo para decidir “no tempo adequado” e reforçou que sua posição, naquele momento, era “a favor do debate” — sem declarar apoio ou rejeição ao mérito.

O que a PEC aprovada na Câmara prevê

O texto aprovado “na semana passada” na Câmara prevê dois dias de folga por semana ainda em 2026 e a redução da jornada de 44 para 40 horas em 14 meses, após a conclusão da votação nas duas Casas.

Nada de ir direto ao plenário

Nos bastidores, o aviso mais relevante foi procedimental: Alcolumbre descartou levar a PEC direto ao plenário e sinalizou que a proposta deve passar pelas comissões. A tendência indicada é começar pela CCJ, presidida por Otto Alencar (PSD-BA).

A próxima cena: reunião de líderes para “calendário”

Sem data definida para votação, a saída será uma reunião de líderes na próxima semana para acertar o roteiro e por onde o texto começa a tramitar.

O incômodo com Hugo Motta e a “aceleração” na Câmara

Alcolumbre ainda deixou transparecer irritação com a forma como a Câmara aprovou a PEC. A leitura entre senadores é que Hugo Motta (Republicanos-PB) acelerou o processo ao aprovar no mesmo dia a iniciativa na comissão especial e no plenário. Mesmo assim, o entendimento político é que barrar a proposta no Senado parece difícil diante da pressão popular.

No radar do Congresso, o próximo capítulo deve ser uma disputa por ritmo e ajustes: o Senado tende a abrir audiências e negociações setoriais para “aperfeiçoar” o texto — e, se houver mudanças relevantes, a PEC pode voltar para a Câmara, alongando a novela.

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